Porque é óbvio que os senhores não vão sair e tomar uma cerveja nem algo que o valha.

Enxutos com medinho do coringa vírus, nessa sexta feira 13 este que vós porcamente escreve lhes traz 13 opções do que fazer em casa pelos próximos dias já que a grande maioria de vocês vai dar o balão no trabalho alegando suspeita do COVID-19. Se liga:

Ozzy Osbourne: Ordinary Man.

12º lançamento do Madman mais famoso do meio metalero saiu esse ano (21/02/2020) trazendo um line-up deveras interessante (Andrew Watt, mais conhecido por trabalhar com Post Malone, nas guitarras, Duff McKagan dos Guns no baixo e Chad Smith do RHCP na bateria) e diversos convidados aquém do heavy metal (Elton John, Post Malone, Travis Scott, Charlie Puth, etc) e o resultado final foi… Pô, até legal. Eu não sou lá o maior fã de Ozzy e confesso que não esperava muita coisa desse disco (ouvi mais pela curiosidade do line-up) mas tá bom, bem legal.

Five Finger Death Punch: F8

8º lançamento da banda de Las Vegas e cara, na boa? Não tem muito o que dizer. 5FDP é uma banda legal pra cacete, com ótimos músicos e um vocalista fodástico e F8 segue o mesmo heavy metal maneiro com ótimos riffs de guitarra, músicas que te pegam na primeira ouvida e baladinhas que fazem os malvadões redibanguers se abraçarem emocionados. 

Sepultura: Quadra

E se eu não sou lá muito fã do Ozzy, eu gosto da “fase” (ele só tá a 22 anos na band huaihaiuhaiuha) Derrick Green com ressalvas. Tem disco excelente (Kairos), discos bons, bem legais (Machine Messiah, Roorback, Against) e discos ah Felipe, pelamordedeus (A-Lex e Mediator Between lálálálá, eu estou falando com vocês). Dito isso, Quadra chega na classe SOCO NA CARA, PÉ NA PORTA E VOADORA NO LUSTRE porque PUTA QUE ME PARIU, que disco F.O.D.A. E Eloy Casagrande, você é um animal. Bjos me liga.

O Farol e A Bruxa, de Robert Eggers.

Porque são fodas, o texto é rápido e eu tô louco pra ir embora do trabalho. Não, nenhum dos dois está em nenhum streaming. Torresmo é seu amigo.

Midsommar e Hereditário, de Ari Aster.

Idem acima apesar que eu tenho algumas ressalvas com o final de Hereditário (e uma análise mais fria e racional de Midsommar faz você ver que ele não faz lá muito sentido em 2019 mas eu não vou me alongar nisso. Pensem por vocês mesmos). E Hereditário tá no catálogo da Amazon Prime. De nada.

Castle Rock – Série, Segunda Temporada

Eu ainda não vi (eu maratonei a primeira em, sei lá, 3 dias) mas já li ótimas críticas sobre. Castle Rock é uma série produzida pela Hulu e se passa no universo dos livros do grande mestre Stephen King, na cidade de Castle Rock. Dito isso, os produtores tiveram a ótima sacada de aproveitar o lore de seus livros para criar uma série sobrenatural que envolve as criações literárias do maior escritor de terror de todos os tempos. Torresmo é seu amigo e faz bem com cerveja.

Castlevania – Anime

Eu ainda não vi a terceira (a bem da verdade eu vi só a primeira e gostei pra cacete) mas vi muita gente metendo o pau ( ͡° ͜ʖ ͡°) na terceira, falando que Warren Ellis tá mais perdido no rumo da história do que galinha sem cabeça correndo pra lá e pra cá. Enfim, eu gostei da primeira (convenhamos, só tem 4 episódios) e o Moe me disse que a segunda é ótima. Eu vou ver de qualquer jeito então taí na lista. Problem?

Beastars – Anime

Eu não li o mangá e o anime estreou hoje na Netflix e são animais antropomorfizados. Um carnívoro come um herbívoro, antropofagicamente falando. Rola um lance meio detetivesco para descobrir quem foi porque a sociedade tem umas regras e tals. Sei lá. Eu favoritei.

Virgem Depois dos 30 – mangá

Não é a história da vida de vocês (piada pronta). O mangá documentário lançado pelo pessoal do Pipoca e Nanquim relata uma série de casos dessa condição social bizarra que cada vez mais aumenta no Japão. Homens adultos com sérios problemas em se relacionar com mulheres (e não é transar, os caras não um pingo de traquejo social ao ponto de não saberem conversar) são descritos em capítulos que narram casos de pessoas distintas que, de uma forma ou de outra, tiveram algum tipo de convivência com o autor Atsuhiko Nakamura. Embasbacante, bizarro e assustador.

Oblivion Song – Robert Kirkman

Kirkman terminou The Walking Dead mas na reta final ele já havia lançado Oblivion Song pela Image. Um sci-fi extremamente divertido e viciante, OS narra a história de uma parte da cidade de Filadélfia que troca de lugar com um universo paralelo povoado de seres bizarros. Sem enrolar, Kirkman entrega os porques em dois arcos, resolve muita coisa, não te deixa séculos esperando uma explicação (Oi Lemire, Gideon Falls tá bem?) e conclui muita coisa em 12 edições que foi até onde li. Na 13ª edição ele começa um novo arco com novos personagens mais ainda não me aventurei. Atualmente está na edição 23 ou 24 (google taí, não sou sua mãe pra te dar as coisas de mão beijada).

The Outsider – Série

Adaptação da HBO de um livro de Stephen King de mesmo nome que conta a história pessoas acusadas de assassinato mesmo tendo provas cabais que não estavam nem perto do local dos crimes. E aí, taca mistério, sobrenatural e suspense na mistura. Eu assisti até o 8º (de 10) episódios e lá pelo 4º, 5º ela deu uma esfriada apesar do ótimo começo. Mas do 6º em diante ela pisa no acelerador e as coisas voltaram a ficar interessantes de novo. Vale o tempo com a bunda no sofá. Ah, e tem o Ben Mendelsohn que é um cara bem versátil e trabalha bem.

Menção honrosa: Locke And Key – Série.

Tá na Netflix, serizinha infantojuvenil adaptada dos quadrinhos de Joe Hill, filho do Stephen King. É divertida, não te faz passar raiva, tem umas coisas bobas aqui, uma barriguinha acolá (ei, é uma série da Netflix) mas eu e a patroa gostamos.

E é isso. Acabou, tchau, se cuidem, nada de abraços nem beijos. Lavem as mãos e cuidem das crianças.