Resenha Enxuta: Wonder Woman #2

Resenha Enxuta: Wonder Woman #2

Recontando tudo de novo novamente mais uma vez…

Salve, salve, cambada de Enxutos e Enxutetes que gostariam de ter um jato invisível só para poder perdê-lo logo em seguida. Mais uma edição eleita por vocês ganha o direito de ‘sofrer’ uma resenha. Aqui vale um comentário, antes de tudo. Greg Rucka aproveita o fato de ser uma quinzenal e divide a história em praticamente ‘duas mensais’. A que se inicia nesta edição refere-se ao ‘ano um’ de Diana, enquanto as números ímpares contarão a busca da ‘verdade’ sobre o passado ‘que vale’ da Mulher Maravilha. Sim, isso mesmo, estão na linha de mesclar ou fazer um Frankstein com os N52…. veja aqui a resenha da edição anterior.

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Como habitual, aos spoilers. O autor usa a ‘artimanha’ de contar duas histórias em paralelo. Na ‘nossa’ Terra, Steve Trevor é um milico e possui grande amizade com um colega de armas a tal ponto que o referido cidadão chama o louro para ser padrinho de seu pimpolho. Situações cotidianas são retratadas ao longo de um período não determinado, mas que passa pela fase de namoro até o casamento e filhos do amigo. Trevor, neste interim, se mostra um cara solteiro e comedido, mas bem ligado ao amigo.

Por outro lado, na Ilha Paraíso, Diana é a princesa das Amazonas. Também são apresentadas situações ‘corriqueiras’ da vida das guerreiras, sejam seus treinamentos ou rituais. Curiosamente há menção a homossexualidade de algumas destas, mas o fato é apenas para traçar um paralelo entre o ‘chaveco’ na ‘nossa’ Terra e o que acontecia na Ilha. Enfim, Diana, no entanto, sempre se mostrou curiosa em relação ao mundo externo, buscando através dos estudos das estrelas, entender como seria ‘lá fora’.

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A Gal Gadot que vale tem excelente relacionamento com a mãe e esta possui carinho pela filha. Há certo respeito por conta da hierarquia, mas nada que atrapalhe o relacionamento das duas. Certo dia, Diana cavalgava o Scadufax quando encontra uma árvore estranha e que não reconhece. Ao se aproximar, é ataca por uma cobra e cai desacordada. Logo suas amichas aparecem e a levam para o palácio.

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Passado um tempo indeterminado, Gadot já se encontra acordada e agradecendo aos deuses por sua recuperação completa. Logo a seguir, uma véia oráculo chamada Castalia surge e vem com um papo sobre os deuses darem sinais por intermédio de sinais que nem sempre conseguimos identificar. Neste momento, descortina uma estátua com o famoso laço da verdade dependurado. A véia diz que os Deuses dão muitas coisas para ‘nós’ e que será chegado o momento da retribuição…

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Encerrando, de volta a nossa Terra, Trevor e seu cupincha adentram um avião militar junto a tropa. O amigo está reticente e, sem trocar palavras, o louro o reconforta. Na Ilha, as Amazonas estão a contemplar as estrelas, quando Diana nota um fogo oriundo do céu. Um avião em chamas cai nas praias paradisíacas. As mulheres correm e , aparentemente, todos estão mortos, incluindo o amigo de Trevor. Mas, logo descobrimos que nem todos estavam nesta situação, terminando assim a hq….

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Como habitual, a la Jack e pelos rabiscos de Nicola Scott, como cores de Romulo Fajardo Jr. Sou suspeito para avaliar o trabalho, pois curto bastante o traço desde a época de Earth 2 dos N52. Com riqueza de detalhes e boas expressões faciais, ajudado por cores pinçadas na medida certa, é um grande trabalho que merece ser ao menos folheado.

Já o enredo de Greg Rucka novamente depende da perspectiva com que você encara a história. De fato, desfaz tudo que foi feito pelo Azzarello? Talvez não tudo, mas caminha por esta linha. Neste caso, sendo fã do trabalho outrora feito, e não estando no espírito que é uma obra aberta, com ‘cronologia’ a ser adequada aos novos leitores, não, tu não vais gostar. Esquecendo este ‘detalhe’, o arco dá um frescor e um tom diferente do tradicional, buscando atrelar mais os sentimentos dos personagens envolvidos na história para até mesmo, digamos, ‘explicar’ o relacionamento um tanto conturbado que tinham ainda nos N52.

Tecnicamente muito bem feita, tanto na estrutura narrativa quanto nos desenhos, é uma daquelas histórias que a paixão fará você nortear seus sentimentos sobre ela. Como já passei desta fase há anos e estou mais para objetivo, achei bacana e prendeu minha atenção. Parece melhor que o arco ‘co-irmão’ ‘Mentiras’ que voltará nas edições ímpares. Por enquanto, tá valendo.

Nota 7,5 de 10

E a enquete, não se esqueça!

King

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