Animal Man #29 – Good Night

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Uma das 4 revistas escolhidas por vocês na votação da enquete da semana passada finalmente tem sua resenha nessa meleca de blog.

Antes de começarmos, confesso a vocês que só li os dois primeiros números dessa série. Mas como tenho que cumprir meu contrato e resenhar esse troço, pedi ao gentil King que resumisse os fatos do último arco do Homem Animal de Jeff Lemire:

Escrevo sem ter lido a última edição 29. No último arco, Buddy volta ao Vermelho e confronta o Totem maRvadão que matou todos os demais totens ‘bonzinhos’, com o intuito de dominar tudo. Baker vence usando seu novo nível de poder (vide a #26). Resta o Irmão Sangue, avatar do Totem maRvado, que consegue alcançar a pequena Baker. Entre idas e vindas, a jovem consegue se safar, mas o Irmão Sangue apela trazendo ‘mamis’ Baker para o Vermelho. O Homem Animal aparece no momento certo e detona o Irmão Sangue. Finalmente a família Baker está unida e a pequena convencida de que não há mais como trazer de volta seu irmão Cliff (morto anteriormente).

Então vamos lá. Sinceramente, não há muito o que dizer sobre essa edição. Essa é a última edição da revista (pelo menos escrita por Lemire) e ele concluí sua passagem pelo personagem de forma bela e emocionante.

A revista abre com Buddy ainda no Vermelho, devendo para o Leão, banco, enfim trocando um plá com Shepherd e Socks (não sei qual nome foi usado aqui então vou manter os originais). A dupla de dois afirma a Baker que o Vermelho precisa de um avatar na Terra para manter o balanço da força e que o tinha que ser ele. Meio que a contragosto e ainda ferido emocionalmente pela perda de Cliff (seu filho), Buddy aceita mas com seus termos: ele continuaria sendo o Homem Animal / avatar do Vermelho desde que Maxine e sua família fosse deixada em paz. Caso ele venha a morrer, fique incapaz, envelheça, etc, o Vermelho escolheria outra pessoa e não um Baker para ser seu próximo avatar. Os dois aceitam mas Socks ainda estipula que o trato só seria honrado se Buddy fosse o melhor pai do mundo para Maxine.

De volta em casa, Ellen (esposa) fica sabendo de tudo acontecido no Vermelho e estipula que seu marido fosse super herói apenas da porta para fora de casa. O protagonista então se dirige ao quarto de sua filha para verificar se está tudo bem e encontra a garota ainda acordada.Os dois conversam e, quando Buddy oferece a ela uma história de ninar, Maxine toma as rédeas e é ela quem conta uma história para ele, dando-lhe um pouco de alento para o triste herói.

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A história, contada de uma forma fantástica é basicamente um flashback dos últimos acontecimentos que culminaram na morte de Cliff: a luta contra o Irmão Sangue e os Totens do mal, o sequestro de Cliff, a união com o Monstro do Pântano, etc.

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Por fim, a revista fecha com Buddy com os olhos marejados dando boa noite à filha, sua esposa e a uma pequena aranha encontrada no chão de seu quarto. Ele a leva até o jardim e dá noite a ela chamando-a de Cliff.

Bom, vamos às porcas análises. No roteiro, Jeff Lemire encerra sua passagem com um final quase lúdico. O sofrimento de Buddy Baker pela perda do filho é quase palpável e esse sentimento de dor / desolação / perda é muito bem desenvolvido pelo canadense, de uma forma muito sutil e delicada.

Nos desenhos, Travel Foreman divide o espaço com o autor. Foreman é sempre competente e pouco vale ser dito de seus desenhos. Muito bons mesmo. Já Lemire… bom, o traço dele é uma merda #prontofalei. A surpresa dessa edição é que, por ter ficado encarregado de narrar visualmente a história da pequena Maxine, seu traço não ficou tão desagradável assim. Mas a diferença com Foreman chega a ser gritante.

No geral, uma boa revista que encerrou com respeito a passagem do competente escritor. Acho louvável que ele tenha pedido para terminar a revista por já ter contado o que queria com o personagem. Um fim digno para uma boa fase.

Nota 8.

Ah, não se esqueçam de votar nas HQs que vocês querem ler numa resenha aqui no BdE:


Sorg

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