…e a diretora Patty Jenkins e a eterna Mulher-Maravilha, Lynda Carter, rebatem a crítica.

Olá, Enxutos, que amam uma treta entre famosos!

O primeiro filme da Mulher-Maravilha sempre esteve envolvido em várias polêmicas e, após ele ter sido um sucesso nos cinemas, elas ainda continuam!

A bola da vez é James Cameron, que afirmou, em entrevista ao The Guardian, que não vê Mulher-Maravilha como um filme transgressor e comparou a personagem principal do filme a Sarah Connor, de O Exterminador do Futuro, longa que ele mesmo dirigiu:

Ela é um ícone objetificado. É a Hollywood masculina fazendo a mesma coisa de sempre! Não estou dizendo que não gostei do filme, mas, para mim, é um passo para trás. Já Sarah Connor não era um ícone de beleza. Era forte, com problemas, uma mãe terrível e ela ganhou o respeito do público. Para mim, [o benefício de personagens como Sarah] é tão óbvio. Quer dizer, metade do público é feminino.”

SARAH CONNOR, EM O EXTERMINADOR DO FUTURO QUE VALE.

Imediatamente a diretora do filme da Maravilhosa, Patty Jenkins, deu sua resposta no Twitter:

“A incapacidade de James Cameron entender o que Mulher-Maravilha é e o que significa para mulheres de todo o mundo não é uma surpresa, já que, apesar de ser um ótimo cineasta, ele não é uma mulher. Mulheres fortes são ótimas. Os elogios dele para o meu filme Monster: Desejo Assassino e nosso retrato de mulheres fortes, ainda que problemáticas, foi tão apreciado, mas se as mulheres sempre precisam ser difíceis, duronas e perturbadas para serem fortes, não estamos livres para sermos multidimensionais ou celebrar um ícone para mulheres do mundo todo, por ela ser atraente e amável, não chegamos muito longe, não é mesmo? Acredito que mulheres podem e devem ser TUDO, assim como protagonistas masculinos devem ser. Não há um tipo certo ou errado de mulher poderosa e o grande público feminino, que fez esse filme ser o sucesso que é, certamente pode julgar e escolher os seus próprios ícones de progresso.”

“VÁ FAZER AS CONTINUAÇÕES DE AVATAR E PARA DE FALAR MERDA, QUERIDO!”

No entanto, James Cameron, em entrevista ao Hollywood Reporter, manteve sua opinião:

“Sim, mantenho isso. Quer dizer, ela [Gal Gadot] foi a Miss Israel e ela estava usando uma espécie de bustiê que era bem justo. Ela é absolutamente linda. Para mim, isso não é inédito. Eles tinham Raquel Welch fazendo essas coisas nos anos 1960. Era tudo no contexto de falar sobre a Sarah Connor – o que Linda Hamilton criou em 1991, era, senão à frente de seu tempo, pelo menos um avanço para a época. Não penso que seja realmente à frente de seu tempo, porque ainda não estamos [dando estes papéis às mulheres].”

“NA VERDADE EU QUERIA SER QUE NEM ELA!”

Após isso, Lynda Carter, atriz que interpretou a heroína na série dos anos 1970, usou sua página no Facebook para contestá-lo:

James Cameron, pare de criticar Mulher-Maravilha, pobre alma! Talvez você não entenda a personagem. Eu certamente entendo. Como todas as mulheres, somos mais do que a soma de nossas partes. Seus golpes em uma diretora brilhante, Patty Jenkins, são mal-aconselhados. O filme é certeiro. Gal Gadot foi ótima. Eu sei, Sr. Cameron, porque encarnei essa personagem por mais de 40 anos. Então, PARE COM ISSO!”

QUE FRALDA, LYNDA!

Nossa! Um lado não compreende o outro e ambos tem razão, em certo grau, no que dizem, mas acredito até que amenizaram bastante no filme o apelo sexual visual que a Mulher-Maravilha tinha nos quadrinhos, criando para ela um uniforme mais de guerreira grega, no lugar do clássico maiô fetichista estrelado.