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Olá jovens e jovas! Entro na pista de dança do Baile para fazer um review exclusivo da mais nova animação lançada pela DC Comics, Justice League: War! E quando eu digo que é exclusivo, É EXCLUSIVO MESMO!!! Nenhum… eu disse NENHUM… site de culinária, moda ou de vendas de usados fez este review ainda! Então se ajeita na cadeira, preste atenção se o seu chefe(a) não vem e me acompanhe!

Bem, como todos sabemos, se tem um campo onde a DC dificilmente erra é no referente às animações. O mesmo não pode ser dito de sua linha editorial, principalmente depois dos (não tão) Novos 52. Mas e quado eles decidem pegar algo do campo ruim e jogar no campo das coisas boas? Será que ainda sai coisa boa? Bem, Justice League: War vem responder esta pergunta!

Cover Art

A história, pra quem já leu o arco escrito por Geoff Johns e rabiscado pelo china da coreia, Jim Lee, sabe que é bem meia boca. Começa com uma invasão de seres extra-dimensionais, que estão tocando o terror, o medo e o desespero entre os cidadãos de Gotham, o que faz com que o Lanterna Verde entre em ação(!?). A porrada rola solta até que ele encontra o  Batman, o qual imaginava se tratar apenas de uma lenda urbana. Após descer o sarrafo no alien do além e este se auto-destruir deixando um estranho dispositivo para trás. Por se tratar de algo alienígena, logo a dupla  nada dinâmica acha que o estranho objeto possa ter ligação com o único extra-terrestre conhecido no planeta Terra, o Superman. Eles, então, rumam para Metrópolis e depois de altas confusões com essa galerinha do barulho, chega-se a conclusão de que o Superman nada tem a ver com o tal dispositivo.

"Para! Chega dessa porra!"
“Para! Chega dessa porra!”

Enquanto isso, do outro lado da cidade, o jovem jogador de futebol americano, Victor Stone, está desapontado por seu pai, mais uma vez, perder um de seus jogos por estar ocupado demais com seu trabalho nos Laboratórios S.T.A.R.S. e perceber que a cadeira reservada para ele na arquibancada está ocupada por um garotinho. Nos vestiários, Victor acaba descobrindo que o garoto era um penetra chamado Billy Batson, e o ajuda a escapar da segurança, mas acaba tendo a camisa com a qual jogava, roubada pelo pivete.

Descamizado e deprimido, Victor resolve tirar satisfações com o pai ausente nos Laboratórios S.T.A.R.S. e o encontra ocupado, estudando um dos dispositivos alienígenas que havia sido enviado pelo agente do CSI, Barry Allen, vulgo Flash. É quando o dispositivo começa a reagir estranhamente, o que chama mais a atenção do pai de Victor, que se revolta e pega o dispositivo, sem saber que ele estava prestes a explodir. E temos papa de Victor Stone para o jantar…

Cyborg

Nas cercanias da Casa Branca, uma bela e alta mulher chamada Diana descobre os prazeres do sorvete de casquinha, minutos antes de seu agendado encontro com o presidente. É quando uma porrada de seres alienígenas chegam pra azucrinar e a porrada come com violência.

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Mais adiante descobre-se que essa quizumba está acontecendo em nível global e que um tirano de outro planeta, chamado Darkseid, está planejando transformar a Terra em paçoca. E é aí que a história de todos esses personagens vai se cruzar, culminando no surgimento no maior grupo de super seres que o universo DC já conheceu, a Liga da Justiça!

Justice League War

Darkseid desaprova essa união!
Darkseid desaprova essa união!

Depois de quase cochilarmos com esse resumo medonho, vamos a análise desta bagaça!

Como já citado anteriormente, a DC dificilmente erra nas suas animações. E não começará com Justice League: War, tenha certeza!  A qualidade da animação é soberba, mantendo os padrões da DC. O novo visual dos personagens também funciona muito bem aqui, apesar do Cyborg estar meio esquisito no início. Porém, como a história vem de uma fonte com água salgada… o gosto ficou aqui também.

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A história sofreu algumas adaptações pra descer melhor, mas mesmo assim ainda entala na garganta. Quando a Mulher Maravilha aparece, por exemplo, temos um momento meio Watchmen com uma galera protestando contra a Amazona, argumentando que ela e outros fantasiados deveriam puxar o carro e deixar a população em paz, já que os “atos heroicos” dos uniformizados custavam fortunas em danos ao patrimônio. Revoltada, Diana confronta o povo de modo nada delicado, a fim de provar que todos estão errados. O problema é que na cena seguinte temos o embate entre o Superman, o Batman e o Lanterna Verde, o que resulta em uma devastação sem sentido por parte do Super, que usa o Batman e o Lanterna como bola de demolição de um porrilhão de prédios. E tudo isso com um sorriso sádico no rosto!

Superman varrendo o chão com o Batman! Mal sabe ele que o Batman já estava preparado pra isso...
Superman varrendo o chão com o Batman! Mal sabe ele que o Batman já estava preparado pra isso…

Lembro de quando a galera viu o Super fatiando um alien com um pneu de caminhão nas páginas da HQ da Liga pós-reboot e todo mundo começou a reclamar que o Super não mataria, mesmo se tratando de outra raça. Pois bem, negadinha, aqui TODO MUNDO MATA!!! Isso mesmo! Do Super ao Flash, todo mundo manda uns 70 aliens pra vala na maior felicidade! E, amikinhus e amikinhas, se vocês acharam o Superman visionário e elegante do senhor Zack Snyder violento demais pros padrões do azulão, preparem-se! Aqui o Super virou um carniceiro fascista de primeira grandeza. Juro que no filme do Snyder o Super nem me incomodou, mas aqui… credo…

Supéromi tá com sangue nos óio!
Supéromi tá com sangue nos óio!

Outro ponto que me causou estranhamento foi a substituição do Aquaman pelo Capitão Marvel/Shazam. Não que o personagem seja ruim. Quer dizer… eu nem conheço muito o personagem além da antiga série de TV, do curta da linha Showcase da DC e do classicaço Reino do Amanhã, mas eu sempre tive a impressão que o Capitão Marvel fosse um personagem mais sério. Aqui ele se une ao Flash e ao Lanterna para formar os 3 Patetas. Sério, 3 alívios cômicos tornam alguns momentos mais cansativos do que engraçados. E, caras… justamente quando o Aquaman ganha sua versão mais fodona e digna de respeito (excetuando a fase da mão de arpão) eles resolvem substituí-lo? Que merda, hein, DC?

"Agora eu é que não quero mais..."
“Agora eu é que não quero mais…”

Porém, se tem uma coisa que não se pode reclamar aqui é da ação. O filme tem porrada do início ao fim com pequenas pausas para o café. É tapa rolando solto em 80% do filme! Mas o bicho pega mesmo é nos minutos finais, com o surgimento de Darkseid. Como li a HQ há um bom tempo, posso estar enganado, mas tive a impressão de que a luta entre o grandão com cara de calçamento e a Liga foi curta demais. O que não é o caso aqui!

A porradaria entre o senhor de Apokolips e a recém-formada Liga é algo digno de Dragon Ball Z! Tem até direito a um breve momento gore. E o bichão dá um trabalho ferrado pra galerinha de pijama high-tech.

olho do mal

No elenco de vozes originais temos um cast cheio de estrelinhas da TV e do cinema americano, como já virou praxe nos longas animados da DC.  Temos Alan Tudyk como Superman, Jason O’Mara como Batman, Justin Kirk como Lanterna Verde, Christopher Gorham como Flash, Shemar Moore como Cyborg, Sean Astin como Capitão Marvel/Shazam, Zach Callison como Billy Batson, Michelle Monaghan como Mulher Maravilha e Seteve Blum como Darkseid. Destaque positivo para Jason O’Mara que conseguiu dar um tom sombrio ao Batman que me soou tão bom ou até melhor que o do Kevin Conroy, dublador oficial do personagem nos EUA. E destaque negativo pra Michelle Monaghan que soa meio deslocada vez ou outra no papel de Mulher Maravilha. Fora isso, uma dublagem muito bem executada.

Enfim, meninos e meninas, apesar de ter a Liga mais sanguinária de todos os tempos, Justice League: War ainda é uma animação com a qualidade DC e vale muito a pena!

Nota: 8,0

Ah, e se você, assim como eu, sentiu falta do Aquaman tacando tubarão na monstraiada, não se preocupem! Como, ao que parece, o plano da DC é fazer filmes animados em sequência direta, intercalado por filmes avulsos, como o vindouro Son of Batman,  aparece uma cena inter-créditos que mostra que os estragos da batalha contra Darkseid tiveram efeitos devastadores no mar. E teve gente que não gostou nadinha…

"POR ATHENA!!!"
“POR ATHENA!!!”