Clegane, We need you

Salve, salve, cambada de Enxutos e Enxutetes que morrem de medo de alguém com olhos azuis. Nem me lembro a última vez que escrevi algo a respeito sobre esta serie (seja tv ou livros)…. ou seja, sou praticamente o George R.R. Martin! Lembro uma boa época em que fazíamos posts de cada capítulo e até mesmo Enxutocast temáticos. Bons tempos. Saudosismos de lado, vamos ao que interessa e trazer procês as nossas impressões destes três primeiros capítulos do último ano de Game of Thrones.

Iniciemos pelos dois primeiros episódios onde aconteceu…. praticamente nada. Após a ‘comoção’ do epílogo do sétimo ano e um breve hiato, os fãs estavam sedentos por sangue, intrigas e sexo, não nesta ordem. Ok, tivemos alguns necessários ‘ajuntamentos’ para que as principais pontas soltas fossem costuradas, mas ainda sim, salvo Jon Sabe Nada Snow descobrir que é O descendente com direito legítimo ao Trono de Ferro, as demais tramas se arrastaram e pouco trouxeram de emoção, sendo quase que uma preparação para o que viria a seguir: a invasão dos Caminhantes Brancos e o temível Rei da Noite.

Indo então ao ponto nevrálgico de tudo, o último episódio. Cercado de expectativa, seria o auge com os mortos-vivos em batalha por Winterfell. Temos dragões, cavaleiros e magia. Nada poderia dar errado para um episódio épico que ficaria marcado para sempre na memória dos fãs…. e acabou sendo isso mesmo. Pelo menos em parte. São tantos os problemas que fica difícil enumerar e somente agora, dois dias depois, consegui juntar os cacos de inúmeras conversas no BdE Group (nome chique para o Zap Zap do BdE) sobre o que identificamos. A la Jack, por partes:

Efeitos visuais decepcionantes. Mas King, é um série de TV, não espere uma qualidade de cinema! dizem os mais afoitos. Aí é que o focinho de porco não é tomada. Mesmo com todas estas atenuantes, o episódio abusou de cenas escuras de tal monta que…. em alguns momentos era IMPOSSÍVEL ver o que estava acontecendo. E, meus caros Enxutos e Enxutetes, tive o cuidado de tentar rever o capítulo, mesmo no celular, aumentando o brilho e…. nada. Os dragões, quando no solo, até que funcionam bem. No entanto, as lutas em sobrevoo e o uso do ‘fog’, uma tempestade de gelo que na prática serviu para confundir mais do que mostrar, piorou mais ainda. Menção honrosa só para as maquiagens.

Claro como a LUSSSSS

A luta foi uma bagunça visual. Aqui não são os efeitos, mas a escolha das tomadas e em alguns momentos com uma câmera nervosa, não ajudaram o contexto da história a ser contada sobre o que deveria ser uma dAs batalhas da série. Somente quando em espaço fechado, focado em algum dos personagens, a coisa fluía melhor e era possível entender alguma coisa. Com poucos diálogos e um episódio longo, a aposta seria em embates empolgantes, coisas que não aconteceu sobremaneira. O único ponto positivo, considerando o enredo do capítulo, foi ter dado a sensação de derrota inapelável. Mais por conta da impossibilidade matemática do confronto, especialmente por que se o seu companheiro morresse… ele acabaria voltando e se tornando seu inimigo.

Mataram o morto…

Jon Snow precisa de aulas com o Capitão Nascimento. Eu não tenho raiva do Snow. Sou até simpático ao personagem, muito mais pelo livro, a bem da verdade. Entretanto, GSUIZ, MARY and JOSEPH, que estratégia foi aquela? Não sei se a culpa é dele, da Daenerys (diliça) ou minha por ser mais exigente. Contudo, o culpado é o Martin ou os produtores da serie. Para uma batalha épica, não precisa ser gênio mastermind militar para ver que a coisa teria que ser no mínimo um pouco mais elaborada. Vocês têm dúvidas? Aos fatos. Sou líder de um exército com cavalaria, elite de alguns povos, tenho uma fortificação e Dragões. Não sei o número dos meus inimigos ao certo e há uma escuridão infernal na noite do duelo. O que faço? Fortifico ainda mais o acesso a Winterfell. Ok. Faço um plano para usar os dragões e incendiar os White. Ok. Até aí…. Quando começa pra valer, colocamos a cavalaria para atacar…. o vazio. Sozinhos. Com os dragões, com a única arma conhecida para destruir os tais mortos vivos, apenas olhando os Dothraki sendo dizimados. Aí, quando já não há mais o que fazer, esperam os ditos cujos atacarem ‘dicunforça’. Os Imaculados ficam encurralados entre as barreiras colocadas entre a muralha da fortaleza e o vazio. E os dragões? Sei lá… de repente, Snow e Daenerys alçam voo e finalmente lançam chamas. Já com boa parte de suas forças abatidas…

Calma, tem mais. Para ajudar, temos a brilhante ideia de deixar Bran com alguns poucos da trupe de Theon na bendita árvore branca com folhas vermelhas. Ele vai atrair o Rei da Noite! E aí, vamos acabar com o desgraçado! É.… Como fariam isso não ficou claro, mas vamos prosseguir com o plano. Bem, rola um quebra pau confuso entre o White Dragon e os dragões do bem. O de Jon some ferido, o White derruba o Rei da Noite. Snow tenta mata-lo, mas o cabra usa seus dons e ergue mais mortos, impedindo Snow de se aproximar. Daenerys usa o bafo quente do dragão, salva Jon, mas nem chega a sequer ferir o vilão. Jogo jogado e vida que segue.

A platinada então pousa o dragão e é ‘surpreendida’ por trocentos White Walkers que quase matam seu réptil, a deixando sozinha no meio da muvuca. O Friendzone, futuro Batman, aparece e salva o dia (ou pelo menos a pele de sua Rainha). Voltando ao Snow, cambaleante, tenta se aproximar do tal lugar onde Bran estaria. No meio do caminho, o White Dragon aparece e Jon pouco tem a fazer…. salvo, gritar até perder a voz para o bicho. Talvez ele fugisse, sabe-se lá. Esse é o nosso estrategista!!!!

Eu sou o Batman

Bran Stark, o útil. Cantado em versa e prosa sobre suas habilidades durante boa parte da serie, finalmente chegaríamos ao ponto de onde mostraria seu valor. O pau comendo solto e o moleque com cara impávida. Theon botando os bofes para fora para protege-lo. De repente, o garoto chama Theon…. agora vai! E…. fala uma placitude qualquer e vira o olhinho. VIRA OS POMBAS DOS OLHOS, VIRA CORVO E NÃO FAZ NADA. Porquê? Espero que tenhamos uma resposta plausível, e não só teoria de fã tentando amenizar. Por sinal, os Lobos desapareceram da série, assim como a inspiração do Martin.

Roteirismo Ex-Machina. Estamos próximos do fim, tanto do capítulo quanto da resenha. Theon morre para o Rei da Noite e seus asseclas, sem não antes ver que Bran desvirou os olhos e falou outra frase motivacional para redimir o Greyjoy. Sob uma música dramática, temos vários cortes sobre o drama final e como Winterfell está próximo do fim. O Grão White ergue suas gélidas mãos defronte um indefeso Bran. A derrota é inevitável… até que uma brisa mexe os cabelos de um dos ‘generais’ do Rei Du Mau. É Arya com uma velocidade digna do Flash, desfere um primeiro golpe, rechaçado pelo vilão. A jovem deixa a armar cair para sua outra mão livre e desfere um golpe fatal na barriga do Rei da Noite. VITÓRIA! (, mas e toda a história desenvolvida sobre Azor Ahai, Luminífera e que tais? Esperemos as cenas dos próximos capítulos).

The Flash!

Enfim, decepcionante. É claro que ainda não encerramos a temporada e há tempo para melhorar o nível para termos um encerramento honroso. Torço para que isso aconteça, apesar de minhas esperanças serem poucas. A serie, desde seu ‘norte’ baseado nos livros se encerrou, parece ter se perdido um pouco, sem um vasto e rico material para se inspirar.

E a frase do início? Uma das cenas mais denecessárias do capítulo, onde o Cão é chamado o tempo todo para…. nada. Eu substituiria o Clegane por Martin. Martin, we need you to finish this shit.

<

p id=”E454″>Nota 3 de 10.