Que sejam melhores que as outras séries exclusivas do canal, que costumam ser meio queezzzzz…

A Netflix anunciou para a imprensa que trabalhos do roteirista Mark Millar – co-criador de, entre outras coisas, Os Supremos e Kick-Ass – ganharam sinal verde para serem adaptadas. Alguns virarão filmes, outros serão séries (ou mini-séries).

Entre os que vão virar longa metragens, temos Empress, que conta a história de uma rainha que se torna fugitiva do próprio marido, procurando proteger seus filhos, indo de planeta em planeta. A hq, desenhada por Stuart Immonen, já foi apelidada de “o Star Wars de Millar”. Será produzida pela mesma dupla envolvida com Malévola (Maleficent, 2014): Joe Roth e Jeff Kirschembaum.

Huck fazendo o que o Superman do cinema… fazia!

Outros dois vão virar filmes. Um deles é Sharkey, The Bounty Hunter, outra ficção científica em que o protagonista é um caçador de recompensas que viaja ao lado do seu parceiro pelo espaço sideral à bordo de um… caminhão de sorvete que virou uma nave espacial. O roteiro ficou nas mãos de Michael Bacall – de Scott Pilgrim Contra o Mundo (Scott Pilgrim vs. The World,2010). O outro é Huck, que conta a história de mais uma versão do Superman criada pelo roteirista (nesta hq contando com o traço do brasileiro Rafael Albuquerque).

E O Legado de Júpiter é o quê? O “Watchmen” do Millar? O “Miracleman” do Millar? O “Supremos” do… Opa!

Agora, eu creio que o projeto com melhor potencial é O Legado de Júpiter, que se tornará uma série com a produção de Steven S. DeKnight (Demolidor). A série em hq, que conta com mais um luxuoso trabalho de Frank Quitely, aborda a “passagem de bastão”, onde a primeira geração de super-heróis não parece muito satisfeita com os próprios filhos, que podem não estar à altura do legado de seus antecessores.

Sobrará polêmica ou faltará coragem?

Mas polêmica mesmo será a mini-série – acredito eu, pois a hq desenhada por Peter Gross só tem três edições – Chosen, O Eleito do Senhor. Depois de um acidente, jovem descobre estranhas habilidades que o fazem acreditar ser uma nova encarnação de Jesus Cristo. O final surpreendente é daqueles de deixar Garth Ennis sorrindo de orelha a orelha!

“Não sei se as adaptações serão boas ou ruins, mas… Pqp, eu tô cheio da grana!”

Bom, eu realmente gostaria de estar mais empolgado, apesar de saber que Millar e sua esposa estão envolvidos em tudo, diretamente. Mas é a Netflix, que conseguiu a proeza de fazer séries de treze episódios com super-heróis da Marvel que eu levo – literalmente! – MESES pra terminar de assistir, de tão chatas com suas desnecessárias subtramas que tentam dar profundidade aos personagens, mas só servem para os deformar ao ponto de deixá-los pouco reconhecíveis para mim. O Justiceiro, por exemplo, foi de dar pena…

“Também achei, Jotinha…”