Porque depois de 26 episódios e um filme, ter que ficar horas pesquisando na internet (tá, horas a gente fica na put@ar!A, fiquei alguns minutos) não dá.

Chuchus mangazeiros animers, vocês provavelmente em algum ponto de suas vidas miseráveis já devem ter ouvido falar de Neon Genesis Evangelion, um anime famoso bagaraio superestimado toda vida que tem um dos finais mais confusos da historia dos animes. Mas não é confuso porque nossa, 2001 do Kubrick bateu lá no Japão (caso vocês tenham curiosidade, o livro do Clarke é maravilhosamente mais inteligível) ele é confuso porque é mal escrito mesmo. Eu particularmente não vou explicar pra vocês (cliquem AQUI e sejEm felizes) mas vou dar uma geral no porque.

Tem muita coisa legal nesse anime apesar dos pesares mas os EVAs, de longe, são os mais maneiros.

A primeira vez que eu vi essa meleca foi em 99/00 (por aí) no extinto canal Locomotion e minha cabeça fez isso:

A historia se trata da treta (oi?) entre robôs gigantes controladas por crianças problemáticas a mando de uma agencia paragovernamental contra seres “angelicais” enviados por algum tipo de divindade alienígena. Ou não. Algo do tipo. Trocando em miúdos (de uma forma rasa pra cacete) a série acompanha a NERV, uma espécie de agencia de pesquisa subalterna a SEELE, uma instituição, empresa, agencia, culto, fundação, sua mãe, whatever, que é responsável pela defesa da terra contra os ataques dos anjos, os tais seres angelicais. Para tanto, a NERV usa os Evangelions, robôs gigantes que são controlados por crianças, sendo uma delas e um dos protagonistas Shinji Ikari, o filho do diretor Gendo Ikari e um dos personagens mais chatos das história dos animes.

Asuka (que nessa redublagem virou “Aska”, Shinji, Rei e ao fundo, o incrível personagem sem boca Gendo Ikari.

Sim, eu sei. Shinji é um caminhão de problemas, um prato suculento com aquela picanha mal passada com aquela maravilhosa capa de gordura pra qualquer psicanalista. O garoto sofre um fudido complexo de abandono, depressão profunda, tendências suicidas e os caraio tudo. Aliás, a grande maioria dos personagens de Evangelion tem os problemas de A a Z dos livros de psicanálise, fora os amores não correspondidos, as manipulações e as fiadaputagem. Mas voltando ao Shinji, Jesus na cruz usando crocs, a série termina e você quer fazer coisas horríveis com o garoto, digna de um filme gore. Mas estou divagando…

Dito isso tudo, porque a série termina mal? Porque ela simplesmente te obriga a procurar MUITO (sim, com caps ligado e negrito) material externo pra você entender minimamente o que caralhos aconteceu. Algumas coisas você até aceita e segue o fluxo (tipo Adão e Lilith você “aceita” que são alienígenas ou algum tipo de ser divino que a SEELE “capturou” e faz experimentos, gerando os EVAS, etc etc) mas o grosso (hum) do background da história é simplesmente ignorado (tipo a falta de explicação sobre o que de fato é a SEELE, o que são os Manuscritos do Mar Morto, o que cazzo é o Projeto de Instrumentalização Humana…). Não obstante, os personagens da série tratam disso como fator comum e em nenhum momento baixa o Nolan nessa merda pra te explicar do que diabos eles estão falando.

Aí, no fim de tudo (os episódios 25 e 26 e o filme The End Of Evangelion) você tem um vislumbre muito breve de alguns dos porquês destes questionamentos que poderiam muito bem ser diluídos nos outros 24 episódios se o autor escolhesse, não sei, talvez diminuir o tempo de desgraçamento psicológico de praticamente todo mundo e jogar umas respostinhas aqui e acolá.

Por fim, você xóvem incauto pode pensar que nah, não é tão ruim assim e você que é burro, sorg.

¯\_(ツ)_/¯

Bom, não discuto quanto a segunda afirmação mas o final do anime por si só não faz sentido whatsoever, amiguinho. Ele te faz o favor de jogar minutos intermináveis de imagens estroboscópicas na sua cara (por sinal, não assistam esses episódios antes de dormir. Essas caraio de imagens ficam passando na sua retina a noite toda) com narração em off e textos que não juntam lé com cré.

Dito isso tudo (parte 02 – A Missão), eu digo sem medo que o final de Neon Genesis Evangelion derrapa feio na curva a 200 por hora e capota que nem o Dr. Benedict Strange. E isso quem diz é o cara que gosta de Lost. Me julguem.

Ah, todos os episódios mais o filme estão na Netflix.

Bjos, boa semana!