O nível da preguiça em escrever essa resenha é mais de 9000!

Chuchus, istrudia eu tavo conversando com os outros enxutos nos zaps zaps da vida (trabalhar pra que, né?) em como os filmes de super heróis não tem mais me atraído. O Reverendo me chamou de velho ranzinza, blábláblá (well, what else is new?) mas, com exceção do próximo Vingadores (e obviamente, o rumo que a Marvel vai tomar nos cinemas) eu tenho vontade zero em sair de casa para ver um filme solo de herói. Acabei indo ver Aquamomoa porque a patroa queria ver (podem imaginar porque?) e meu Jesus de bicicleta, que filme grande do caraio (ui). É divertido, bonito para cacete mas precisava de mais de 2 horas de filme? Enfim, estou divergindo.

Brie Larson em entrevista dando resposta padrão: sim, sempre fui fã da personagem.

Aí ontem, sábado chuvoso, folga das crianças, acabei indo ver Capitã Marvel com minha fiel escudeira, D. Patroa. E, bom, meh. Comecemos do começo: é um filme de origem padrão Marvel. Tem ação, CG, piadas, diálogos rasos e roteiro simples. Ponto. Dito isso, ele não empolga em nenhum momento e também não te ofende (oi BvS), ficando ali naquela média razoável / medíocre da maioria dos filmes da Marvel. Mas vamos por partes com spoilers:

A capitã Marvel não tem memória do seu passado, cai na terra durante uma missão Kree e, ao mesmo tempo que tenta impedir os vilões Skruulls, busca respostas para a incógnita que é seu passado. Pronto, esse é o roteiro in a nutshell. Sério, basicamente é isso e, por incrível que parece, o roteiro tem furos a rodo e não obstante, ele se apoia 99% do tempo em soluções Deus Ex Machina e coincidências para lá de convencionais. Pois é. Parando pra pensar depois de ver o filme, dá pra dizer sem medo de ser feliz que é um roteiro quase preguiçoso.

Esse uniforme verde se torna vermelho e azul numa das cenas mais idiotas possíveis!

Enfim, continuemos que a fila anda: o elenco se resume a Brie Larson, Samucas Jackson e Ben Mendelsohn com Jude Law e Annette Bening de coadjuvantes de luxo. Eu não acho a Brie Larson ruim mas, para esse que voz escreve, ela é atriz de uma nota só. Praticamente a mesma cara no filme, aquele Faroeste Caboclo de fim de festa com o maluco do violão bêbado e meia dúzia de vozes errando a letra o tempo todo, saca? Chato de doer, atuação no automático com zero carisma. Samuel Fury faz o de sempre, agora mais “solto” e menos sisudo de seu Fury já experiente velho de guerra e, por conta disso, é o alívio cômico do filme o que ele faz com maestria. Por sinal, Brie Larson tem algumas cenas boas quando contracena com ele e a química dos dois funciona bem. E vocês já sabem que esse filme se passa nos anos 90 então o Fury é 20 anos mais novo e puta que me pariu do trabalho de maquiagem / CG que rejuvenesceu o ator. Que coisa impecável. Vai se fuder Warner que não soube apagar um fodendo bigode. Por fim Ben Mendelsohn é um cara que eu acho massa que faz de tudo: drama, comédia, Sci-Fi, Marvel, Star Wars e Talos é um dos melhores personagens em cena. O Jude Law ou tava devendo uma grana para alguém ou só queria vestir uma roupa verde porque , bom, meh de novo. Não fede nem cheira e só engorda o elenco e a Annette Bening, cada vez mais linda, fez o mesmo que a Glenn Close no primeiro Guardiões: deve ter prometido pros netos que apareceria em algum filme da Marvel.

Esse, de longe, é o melhor personagem do filme. Se a Marvel se esforçar um pouquinho, ganharia horrores em bilheteria com um filme dele, o Guaxinim Foguete, Howard O The Pato, Dentinho e o Cosmo.

Sobre o roteiro, vou me repetir: é cheio de furos e abusa das coincidências e particularmente achei ele com problemas de ritmo (começa sério e bem lento aí descamba para ação desenfreada com pitadas de comédia, da uma freada brusca e fecha o terceiro ato com o pé baixo no acelerador). Por sinal, algumas das piadas costumeiras de todos os filmes Marvel tem péssimo timing ou são repetidas sem necessidade (por mais de duas vezes por sinal). Os Krees e os Skrulls e sua famosa guerra são mal aproveitados e, se a Marvel não pensar numa forma de dar a volta e reutilizá-los no futuro, foi um baita potencial desperdiçado.

Ronan (Lee Pace) também dá as caras. Pra que? Não sabemos.

Entre mortos e feridos, é um filme completamente dispensável. Se a personagem fosse introduzida (opa) em Vingadores: Ultimato, com 10, 15 minutos de diálogo e flashbacks já tinha contextualizado a mesma para o público civil. Eu fui ver no cinema porque sou um verme. Me julguem.

Por mais gatos em filmes!

Beijos!