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Para nossa surpresa, a hq mais votada na semana para receber sua resenha é uma das melhores atualmente na Marvel. Sem mais delongas, clica aê e confira a Resenha Enxuta: Daredevil #1 com uma ‘bônus’: uma breve análise da digital Road to Warrior

Pois bem, caros Enxutos, para quem não sabe, ou não se importa, no antigo ‘run’ (nota mental: porque brasileiro gosta de usar estas expressões inglesas como se fossem português?), nosso camarada Matt Murdock se viu obrigado a revelar sua identidade secreta. Em um julgamento que envolvia o filho de um dos chefões do grupo radical Filhos da Serpente, Matt serviu como testemunha e, sob estas condições, revelou ser o Demolidor. Com isso, dado o seu conhecimento das atividades ilegais do grupo que estavam infiltrados nos mais variados escalões nova iorquinos, desbaratou todo o esquema, livrando a cidade destes malfeitores. No entanto, isso trouxe consequências. Com sua identidade pública, Matt foi condenado pela ‘OAB’ de NY a não mais poder exercer o seu ofício, caçando sua licença. Ajudado por sua amiga/namorada Kristen MacDuffie, o Demolidor lembra-se que ainda possui sua licença válida em São Francisco e, por isso, decide mudar para aquela cidade a fim de poder voltar a exercer sua profissão.

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Daredevil: Road Warrior #1-4. Esta seminal digital acompanhou a viagem de Matt e McDuffie, saindo de NY para SF. No caminho, o Demolidor acaba encontrando um homem no avião muito estranho. O cidadão não tinha batimentos cardíacos…. Então, ao tentar uma abordagem em um banheiro logo após o pouso (nada demais, apenas puxar conversa), descobrimos que o tal homem possui uma força sobre-humana, destruindo uma parede com um soco (e ele não era o Capitão América).

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Ao longo das demais edições, Matt tenta encontrar o cidadão e acaba conseguindo. Após um breve duelo, o Demolidor tenta convencê-lo de que não fará mal nenhum. Não tem sucesso e o pau volta a comer solto. Mas acontece algo estranho… o cidadão se mostra um transmorfo que reproduz inclusive o bastão/gancho que Matt usa enquanto vigilante. E mais: Frank passa a agir e acreditar que realmente é o Demolidor.

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Após novo duelo, Matt consegue convencer Frank de que não pode ser o Demolidor ao provar que o primeiro consegue enxergar. Por fim, Frank se revela uma espécie de Super Adaptóide criado pelo Pensador Louco. Ambos são levados a enfrentar o vilão, dado que Frank fora construído para roubar um determinado elemento químico de uma indústria. Com dificuldades em relação as habilidades do Pensador (o meliante analisa todos as habilidades dos e utiliza estas mesmas contra seus inimigos por meio de robôs controlados por pensamento) e um diretriz que impede Frank de atacar seu criador, Demolidor é quase derrotado. Mais uma vez usando astúcia, mente sobre o Louco não ter batimentos cardíacos, fazendo com que Frank acreditasse ser o Pensador também uma máquina. Assim, Frank espanca o Louco e este perde o controle das máquinas. No entanto, Frank não para de bater no vilão, aparentemente convicto de que seria necessário matá-lo. Matt, então, mesmo contra o que considerava ser possível, ou seja, que Frank tivesse sentimentos humanos e pudesse ter compaixão, o ataca verbalmente, dizendo-lhe a verdade sobre ser apenas uma máquina defeituosa. Isto faz Frank entrar ‘em parafuso’ e destrói sua programação. A hq termina com Matt encontrando-se com sua namorada logo após os incidentes e ter passado pelo hospital. A jovem estava em um carro que chama a atenção, todo automático. E a hq termina de forma muito bacana…

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Daredevil: #1. A edição já começa em SF. A prefeita vai sendo escoltada por alguns policiais em direção à DP. O policial diz que o civil que a está ajudando gerou ‘ciumeira’ no Comissário de Polícia. Ela meio que o manda as favas, afinal sua filha é quem havia sido sequestrada e o civil era um expert que poderia ajudar muito. Quem ele é? Claro, Matt Murdock, o Homem Sem Medo.

Usando todas as suas habilidades com as poucas evidências existentes (uma boneca, além da gravação onde a menina pedia ajuda), Matt suspeita de onde a jovem se encontra. Dá todas as dicas a polícia e parte para busca-la. Neste momento, rola aquele tradicional momento onde revemos pela milionésima vez a origem do herói e como funcionam seus poderes.

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Corta a cena e o Demolidor já está com a criança, sendo perseguidos por homens armadurados pilotando naves no estilo do Duende Verde (esqueci o nome daquilo, desculpem). Enfim, Matt mostra conhecer pouco da cidade, ainda mais comparado a NY onde sabia até mesmo o cheiro e posições de pontos de apoio em quase toda a ilha de Manhattan. Ajudado pela McDuffie por um ponto eletrônico (a jovem usava o Google Maps), o Homem sem Medo tem dificuldades em fugir de seus perseguidores e, em dado momento, deixa a jovem cair, salvando-a no último minuto.

Neste momento, Matt percebe um barulho insistente na menina. Primeiramente, pensara que seria um relógio,mas quando finalmente teve um momento a sós com ela descobre a terrível verdade: havia uma bomba implantada na garota. Agora, correndo contra o tempo, Matt tem que levar a jovem para um hospital. Mas logo cai a ficha: os perseguidores em nenhum momento estavam tentando captura-los. Na prática, os vilões estavam querendo leva-los para um lugar ainda mais populoso… a ideia é detonar a criança para causar o maior estrago possível.

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Fechando. Com dificuldade, consegue despitá-los o suficiente para entrar no hospital e, usando o elevador como uma gaiola de Faraday, evita que os bandidos detonem a menina. Com a jovem a salvo, Matt consegue capturar seu perseguidor quando este passava próximo a uma janela do hospital…

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A hq termina com a prefeita conversando com o casal de advogados. Ambos agradecem a intervenção dela para que conseguissem alugar a sala (a princípio, por ser o Demolidor, ninguém queria alugar), mas a prefeita é ainda mais grata por ter salvo sua filha. Apesar do cidadão capturado, nenhuma novidade sobre o porque do sequestro e a tentativa de terrorismo. Ao fim, quando a prefeita pergunta sobre o seu antigo parceiro, Matt dá a entender que ele morrera (é mostrado até um pote com as supostas cinzas de Foggy Nelson). Mas uma última imagem nos mostra que não é bem assim…

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Comecemos a la Jack, por partes. Nem vou escrever muito sobre o Chris Samnee, pois o cara é fera e seu trabalho dispensa comentários ou elogios. Mantem um ritmo bacana e seu habitual alto nível. Darei destaque ao Peter Krause e o trabalho na digital. Uma cena dentro do avião, logo no início da série, mostrando como funciona os poderes de Matt naquele espaço confinado, com todos os problemas que isto lhe causam, já valem todo o restante do trabalho. Muito bom mesmo. Como habitual, o Demolidor está muito bem servido nos seus rabiscos.

E o Mark Waid? Caras, simplicidade e objetividade. Resumo assim este trabalho. Entretanto, apesar da eficiência nesta primeira edição, vou destacar a Road. Conseguiu imprimir ação, um pouco de humor, mas sobretudo emoção. Foi palpável a angústia e as dúvidas do herói ao ser obrigado a ‘matar’ o robô, dentro de sua própria lógica. E o final, quando pede a Kristen desligar o motor do carro só para ouvir seu batimento cardíaco foi demais. Curti muito mesmo.

É difícil até para fazer uma análise fria, sem cair para o lado de fanboy. Por isso, deixo a forte sugestão para que os senhores e senhoras leiam estas edições. Por mim, pode existir trocentos Oquinhos, desde que se possa manter uma hq de qualidade, onde ainda exista o prazer da leitura.

Nota 10,0 (Road to Warrior)

Nota 8,5 (Daredevil #1)

E a nova enquete da semana. A regra é clara: 4 edições entre os títulos Marvel/DC que saem no próximo dia 26/03. Caso não esteja na lista, basta preencher o campo adequado. Oquinho Superior não precisa, pois o Sorg faz questão agora de resenha-la…