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E mais uma hq eleita pelos Enxutos para sofrer uma análise. Clica aê e confira a Resenha Enxuta: Daredevil #33

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Pois bem, caros Enxutos, uma das melhores mensais da Marvel segue seu prumo e ainda com a boa notícia de que Mark Waid e Chris Samnee prosseguem no título. Um breve relato de onde estamos: o Demolidor está se defrontando com um grupo chamado ‘Filhos da Serpente’, uma espécie de seita que está infiltrada em diversos setores de NY. Após de uma tentativa de engodo onde fora vítima de um suposto suicídio de seu amigo Foggy Nelson. Matt, orientado pelo Dr, Estranho, vai ao encalço de um homem que teria informações sobre o Darkhold, um livro místico que daria poderes ao portador e que seria a mola mestra da fundação da seita. Como visto na última edição, as coisas não saem bem, o Homem Sem Medo acaba encontrando criaturas no style de filmes B de hollywoodianos e é alvejado mortalmente, terminando assim aquela edição…

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Como habitual, aos spoilers. A edição começa com Matt em uma praia, pensativo. O silêncio é interrompido por Foggy Nelson, questionando-o sobre o que lhe aflige. O Homem Sem Medo diz que tem uma ideia idiota de voltar para casa, pois está preocupado com o que lhe pode acontecer. Matt prossegue dizendo que o cheiro ao redor do amigo está cada vez pior (em edições anteriores, quase vomitou por causa do tratamento químico contra o câncer). Foggy, então, descalça os pés e começa a caminhar em direção a água. No caminho, pergunta se realmente acha que ele é mesmo o seu amigo e o Demolidor retruca que é como lembra do seu rosto enquanto está dormindo. Foggy prossegue a caminhar, diz que sente falta de quando era criança. A água está em seus joelhos e Matt implora para que volte, pois está ‘imobilizado’. Foggy apenas olha para trás e entra na água, sumindo de vista…

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A cena seguinte estamos sob o ponto de vista do Demolidor, com quatro criaturas tentando prendê-lo de forma mais apertada possível em faixas. Quando voltamos a visão ‘normal’, são as criaturas que eram perseguidas pelos habitantes do vilarejo. O líder, Jack (Lobisomen), agradece a ajuda de Matt, apesar de afirmar que não precisavam dela. Diz que Matt está a ‘cinco minutos de apertar as mãos de Deus’ e só não fora antes por causa da bandagem que a múmia utilizara, prendendo-o. Ainda sim, em conjunto com a vampira Satana, os dois conjuram um feitiço e reestabelecem o Demolidor, curando seus ferimentos. Curiosamente, inclusive as roupas, pois é uma ‘magia de restauração de fibras’ que não distingue uma das outras…

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Assim que se recobra, Matt descobre que Jack Russel é quem procurava e pergunta sobre o Darkhold. As criaturas se alteram, inclusive o ‘Frank’ chega a afirmar que não eram para ter ajudado o herói. E, quando a múmia parte para dentro do Murdock…

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Com a múmia sob guarda e ameaçando por fogo em tudo, Matt consegue que Jack fale sobre o bendito livro. E o Lobisomen abre o verbo: Darkhold é o primeiro livro, o responsável pela criação dos lobisomens, vampiros e que tais. Russel e sua trupe lá estão para recuperar algumas páginas do bendito livro que estão de posse do líder dos Filhos da Serpente, o feiticeiro Lucien Sinclair. Pelo relato, Lucien quer utilizar as páginas faltantes para conseguir controlar a mente das pessoas. A conexão entre as páginas e os Filhos da Serpente é o Infame, afinal quem é a Serpente original?

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Por fim, Satana alerta que tentaram acessar o esconderijo do feitceiro, mas uma magia poderosa os impedia de chegar próximo, alegadamente deixam aqueles que se aproximam loucos e impede quaisquer tipo de teletransporte ou artes desta natureza . Ao fim da história, Matt liberta a múmia e pede auxílio para que as criaturas indiquem onde é a base do bendito Sinclair.

Como está nas proximidades, o Homem sem Medo parte para cumprir seus objetivo, totalmente descrente naquilo tudo que acabara de ouvir. Acredita que não há nada de místico nos Filhos da Serpente, sendo apenas uma estratégia para mantê-lo afastado. Entretanto, ao sair da caverna (que parece uma cabeça de cobra), Matt encontra-se em um lugar agradável, com árvores e animais.
Ao caminhar próximo de um rio, uma serpente se enrosca em seu corpo e lhe dá as boas vindas ao Paraíso….

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Ainda crendo ser uma alucinação, Matt tenta se soltar, mas sem sucesso. A Serpente, então, começa um discurso preconceituoso sobre uma suposta supremacia branca e apresenta uma imagem de um homem negro sendo açoitado. Agora, novamente sob a ‘visão’ de Matt, percebemos diversos vultos de pessoas enforcadas, chicoteadas, sendo arrastadas presas em carros… todo o tipo de alusão a supremacia dos Filhos da Serpente são apresentadas. Matt agoniza com os gritos de milhares de inocentes, sendo julgados por serem ‘inferiores’ ou ‘impuros’. A tortura leva cerca de duas horas e Matt está estafado.

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Fechando a Resenha. O Homem Sem Medo finalmente passa pela ‘provação’. Alega não se importar se foi uma alucinação pelos gases da caverna ou outra coisa, pois jamais esquecerá o sofrimento dos inocentes. Quando se recobra, percebe um porta, cuja alça para abertura é uma clássica cobra em círculo. Não era uma punição aquilo que ele passou e sim uma prova. Matt pega a tocha que está ao lado e adentra a porta atrás de Sinclair.

Ao lado de fora da cabana, a magia que impede as criaturas de se aproximar se desfaz e Murdock entrega aos monstros o bendito Feiticeiro desacordado. As criaturas não gostam de Murdock ter destruído todos os pergaminhos, mas o Demolidor apenas diz que agora não poderão ser usados mais, nem mesmo contra os monstros. A hq termina com o Homem Sem Medo indo embora e alegando já ter conseguido o que queria…

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E vamos as tradicionais análises, começando pelos rabiscos. A arte ficou desta vez sob os auspícios de Jason Copland que possui um estilo similar ao titular Samnee. Para escrever a verdade pouco diferenciei um do outro logo de cara e só tive plena certeza quando via a contra capa da edição. Seguindo o mesmo padrão de qualidade, o traço tem bons detalhes e soube ‘brincar’ de forma interessante com a ‘visão’ do Demolidor em certos momentos da história, complementando-a muito bem. Tem alguns problemas com feições que às vezes atrapalham, mas não compromete o trabalho como um todo. Em matéria de arte, Matt está mesmo bem servido.

O enredo da dupla Mark Waid e Chris Samnee fustigou um pouco o lado sobrenatural, mas curiosamente deixou o religioso um pouco de lado. Apesar de mencionar o Jardim do Eden e a Serpente, em nenhum momento a fé do personagem foi colocada em perspectiva. Salvo alguma passagem anterior que tenha deixado de ler (principalmente na Shadowland), senti falta deste apelo do personagem. Mesmo que fosse algo de ‘leve’.

Independente disso, a descrença de Matt no contexto do arco foi um tanto demais. O ‘cabra’ ‘viu’ monstros , vampiros e lobisomens, mas permaneceu descrente do que estava acontecendo, ainda mais sobre o suposto poder mágico da seita. Um pouco fora do eixo, para escrever a verdade.

Fora isso, permanece fazendo o básico, conseguindo imprimir uma ‘humanização’ do herói, dando-lhe sentimentos críveis. A parte do sonho foi muito boa e puxa a história para cima, sem dúvidas. O bom feijão com arroz temperado. Simples, objetivo e eficiente. A dupla nos entrega uma hq leve e divertida, dentro do propósito que é fazer algo legível, sem apelar demais para um lado ‘superior’ da força. Não foi das melhores até agora, mas ainda sim continua valendo (e muito) a pena acompanhar.

Nota 7,5

E a enquete da semana, non se esqueçam!