Mais uma vez, hora de falamos de joguinho sirius biznis aqui.

Chuchus, eu sei que a maioria dessa meia dúzia de leitores que ainda perde tempo e banda do trabalho acessando esse blog lamentável não se importa muito com vídeo game, mas como o blog é meu e eu escrevo sobre o que eu quiser, fodasi.

Enfim, dia 25 do mês de maio do ano de nosso senhor 2018 o mundo videogamístico finalmente conheceu Detroit Become Human, a mais nova empreitada do estúdio Quantic Dream e seu diretor David Cage, o mesmo de Heavy Rain e Beyond Two Souls. Para quem não é muito inteirado, a Quantic produz o que eu chamo de filmes jogáveis onde o foco é contar uma história interativa que inclua o telespectador / jogador na escolha do destino dos personagens. É um estilo completamente aquém do tradicional atira, corre, dirige carros, etc. etc. que não atrai muita gente. É questão de gosto.

Dito isso tudo, sobre o que se trata Detroit?

A história do jogo se passa em 2038 em um mundo onde o uso de androides virou lugar comum. De uso doméstico, passando por construção civil, uso militar, exploração espacial e até nos esportes, os robôs fazem os papeis do maquinário na revolução industrial do século XVIII na Inglaterra, inclusive gerando altos níveis de desemprego por conta da substituição da mão de obra humana. Não obstante, a taxa de natalidade cai por conta do uso dos androides como parceiros sexuais e companheiros de vida. Mas tire seu pônei da garoa porque não tem cenas de séquissu, seus safadenhos. Porém, entretanto, contudo e todavia, há cada vez mais casos de androides se tornando conscientes da própria existência e apresentando sentimentos e comportamento humano.

Nesse contexto, o jogo nos apresenta três protagonistas:

Connor é um protótipo dos mais avançados, utilizado pela Cyberlife (a empresa desenvolvedora dos androides) para auxiliar a polícia no caso envolvendo divergentes, os tais androides conscientes que acabam por entrar em conflito contra os humanos (e contra eles próprios) quando percebem os maus-tratos sofridos por seus mestres de carne e osso. Sim, é Asimov puro, cuspido e escarrado, mas não é ruim. Connor é o senhor goody two shoes: certinho toda vida, funcionário padrão “missão dada é missão cumprida” que vive única e exclusivamente em função do seu trabalho e vai interagir com o policial humano Hank Anderson.

Kara é a androide domestica de Todd e Alice. Todd é um desempregado alcoólatra, drogado e extremamente violento com sua filhinha Alice. Aliás, aproveitando o gancho, uma das cenas envolvendo violência do pai com a garota fez a internet entrar em polvorosa clamando que a Quantic Dream trivializava o abuso infantil quando o trailer foi divulgado pelo estúdio. Vocês podem entender melhor a história nesse post AQUI do Meiobit. Obviamente geral julgou tal cena sem antes entender o contexto da coisa toda e após terminar o jogo por duas vezes e começar uma terceira campanha, digo com absoluta certeza que em momento algum Detroit Become Human banaliza ou justifica o abuso infantil what so ever. Passado o pano, Kara é a personagem com o arco mais dramático de toda a campanha, dependendo de suas escolhas e irá interagir principalmente com Alice e Luther.

https://www.youtube.com/watch?v=YtPmIBqRwQU

E por fim temos Markus, o androide de companhia (não desse jeito que vocês tarados então pensando) de Carl Manfred, um famoso e muito debilitado pintor. É nele que todos os divergentes depositam sua esperança e, involuntariamente, acaba se tornando o líder da resistência mecânica. É Markus que conduz grande parte da trama e que afeta diretamente a opinião pública junto aos androides.

A trama dos três segue em paralelo pela jogatina e, obviamente, em um determinado ponto, elas se juntam para traçar o final que vai variar de acordo com suas decisões durante o gameplay. E sim, os finais de Detroit mudam de fato (ao contrário de Beyond Two Souls que eu não terminei mas li gente falando que os diversos finais são mais do mesmo com pequenas variações). Como citei acima, já terminei o jogo duas vezes e obtive finais completamente distintos. Fora isso, há variações menores que muda a forma como os NPCs e a opinião pública reagem e se relacionam com os protagonistas. 

Em termos de jogabilidade, Detroit não foge em nada do apresentado em Heavy Rain e Beyond Two Soul: comandos e movimentação simples com cenas de ação pontuadas pelo Quick Time Event (aperte o botão certo na hora certa). Fora isso, nada de complicado e caso você seja um noob nos vídeos game, fica tranquilo que em pouco tempo você estará dominando DBH.

Graficamente, a Quantic deu um salto absurdamente significativo nas imagens capturadas através de atores e tudo é muito humano (viram o que eu fiz aqui?) no visual de Detroit, chegando a realmente parecer um filme. E falando em filmes, vale destacar o excelente elenco que é capitaneado por Valorie Curry (The Tick, House Of Lies, The Following), Bryan Dechart e Jesse Williams (Grey´s Anatomy) e ainda conta com nomes como Clancy Brown, Lance Henriksen e a maravilhosa Minka Kelly (ME ENGRAVIDA, SUA LINDA).

E essa beleza cremosa toda é musicada pelo trio Nima Fakhara, John Paesano e Philip Sheppard. Cada compositor foi responsável em criar uma trilha sonora própria para cada personagem jogável e minha mamãe do céu, que coisa linda. Essa semana mesmo eu estava ouvindo no trabalho e puta merda, é sensacional.

Para fechar essa porcaria de texto mal escrito, DBH foi uma das poucas experiências videogamísticas que me fez começar uma nova campanha assim que terminei o jogo. É extremamente bem escrito, todos (TODOS) os personagens são carismáticos (inclusive os NPCs) e caso esse tipo de jogo te agrade, pode cofrar sem medo que vale o investimento (peguei de graça no jogo do mês da PS Plus mas ele tá baratinho, menos de 50 taokeys e ainda vem com Heavy Rain).

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p style=”text-align: justify;”>Tchau.