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A contagem regressiva para a chegada do Peter que vale começa na Resenha Enxuta: Superior Spider-Man #26…

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Pois bem, caros Enxutos, após a saga com o Superior Venom (relembre aqui) nos apresentar que o Peter ‘que vale’ Parker ainda está ‘vivo’ e presente na mente do Oquinho, eis que temos finalmente o prologo propriamente dito do fim da fase Superior nesta Resenha Enxuta: Superior Spider-Man #26.

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Sem mais delongas, aos spoilers, pois as edições ‘superioras’ merecem. O arco começa em uma das indústrias Osborn abandonadas, com uma faixa da Alchemax prometendo reconstruir o lugar. De fato, o local é palco para um combate ferrenho entre os grupos do Duende Verde e do Macabro. No entanto, no meio da batalha, sem uma desculpa aparente, o Verde pede um cessar-fogo, aceito pelo Macabro quando o Duende Verde informa que o duelo somente serve para enfraquece-los. Afirma a necessidade de ambos terem um exército, dado que o Homem Aranha Superior já o possui…

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Mantendo a ‘tradição’, Slott traça três histórias paralelas e intercaladas. A primeira, já foi mencionada no parágrafo anterior. A segunda nos ‘brinda’ com o Superior atacando uma ‘importação’ de armamentos realizada pela IMA nas docas de Nova Iorque. Com sua própria milicia pronta para atacar os vilões, eis que surge os Vingadores, liderados pelo Capitão Evnas. Logo de cara, Capitão pede para conversar com o Oquinho e este, como habitual, mostra-se arrogante dizendo estar ocupado naquele momento. O bandeiroso, então, ordena aos Vingadores e estes desmantelam toda a operação com certa facilidade, desacordando todos, incluindo os membros da milicia ‘superiora’.

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Já na Torre ‘Avenger’, Oquinho é levado a se justificar sobre o fato de ter apagado os registros médicos captados pelos Vingadores (lá no início da saga Superior). Inicialmente, o “aranha” alega estar preocupado com sua identidade secreta e não queira que mais outros, além dos três que já sabem, tomassem conhecimento. Os heróis não ficam satisfeitos e o questionam sobre a justificativa dada na edição anterior sobre a mudança de atitude estar relacionada ao Venom, deixando Oquinho ainda mais na defensiva. Ainda nesta linha, Stark deixa a entender que seria possível recuperar as informações, dado que é muito difícil apagar todos os traços de informações de um hard disk. Esta acaba sendo a gota d’agua. Oquinho se enfurece, quebra a mesma janela onde Peter no corpo do Otto também o derrubara na edição #700, e ‘pede demissão’/desiste de ser um Vingador. E ainda sai atirando, alegando que os maiores heróis da Terra não nada sem ele e que Oquinho não precisa de ninguém…

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A terceira história é dentro da mente do Superior, onde o Peter Parker abriu caminho e está livre. No entanto, atesta que Octavius, no afã de destruí-lo, apagou quase todas as memórias, mantendo somente aquelas que Otto havia acessado. Há uma incerteza até mesmo sobre ser Peter e o Homem Aranha, tendo que repetir a si mesmo isso em alguns momentos, meio que para se certificar. Inicialmente, isto faz Peter entrar em desespero, alegando não ter conseguido derrotar Octavius quando estava completo, imagine na atual situação. Mas na medida em que revê as parcas e esparsas memórias restantes, Peter percebe que são as principais que restaram, aquelas que o fizeram o herói e a pessoa que é. Estas seriam o núcleo de sua personalidade, aquilo que o representa. Assim, ao rever uma das memórias mais emblemáticas de superação, Peter encontra forças para tentar reverter a situação. Afinal ele é o Homem Aranha…

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De volta a história ‘principal’, o Duende Verde propõe um duelo ao Macabro, parafraseando e citando um livro clássico onde os generais deveriam lutar ao invés dos soldados. Ao ganhador, a liderança das tropas. Com o argumento de que é mais barato fazer isso do que renovar/contratar/treinar um novo exército, o Macabro aceita. O pau come solto, com provocações entre ambas as partes. O Verde alegando ser o Original e Macabro ser apenas uma cópia, provocando ainda mais o Kingsley. Este, por sua vez, põe em dúvida a identidade do Verde, alegando que este poderia ser até mesmo o Harry Osborn ou, como disse, o Osborn fracassado. Com estas palavras, Macabro consegue distrair o Verde e o atinge, ferindo-o e rasgando parte de sua cotas de malha. E assim revela-se uma cicatriz bem peculiar…

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Mesmo sem mostrar a máscara, todos os presentes assumem que realmente o Duende ali em questão é o Norman. Agora é a vez do Macabro ficar atordoado com a ‘revelação’. Assim, o Verde retoma o comando da batalha, consegue matar sufocado o Macabro e assume o comando dos dois exércitos, sob a aclamação da patuleia…

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Por fim, o Cavaleiro Duende (que fora um Duende Macabro sob as ordens de Roderick Kingsley, o Macabro original) vai atestar se realmente fora Kingsley quem morrera. Ao retirar a máscara, descobrimos que não era. Alegando que se todos soubessem a verdade, o Verde perderia o comando dos exércitos, decide manter segredo. A hq termina com o Roderick a milhares de quilometros da localidade, fazendo uma espécie de lavagem cerebral em mais um jagunço para que este também possa se passar pelo Duende Macabro. Consciente de sua derrota, Kingsley faz um brinde aos Duendes, sem não antes alegar estar planejando seus próximos passos…

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Então, como habitual, as análises começam pelos rabiscos. Para surpresa positiva, tivemos desta vez três artistas envolvidos (Ramos, Rodriguez e Martins), um para cada história. Ruimberto ficou com os Duendes e nem preciso dizer que foi o mais fraco. Martins teve poucas páginas com a mente do Oquinho, mas mostrou um traço correto, sem grandes destaques, salvo a sensação de vazio que conseguiu imprimir ao visual, combinando bem com a proposta do enredo. Dos três, Rodriguez foi o melhor. Com um traço bacana, conseguiu tirar a má impressão deixada pelo Ramos com os Vingadores, mostrando qualidade em expressões e cenários. Realmente um alento.

O enredo de Dan Slott é aquilo cantado em prosa e verso há várias edições por este vosso escriba. O autor sabe balancear as histórias paralelas, mantendo um ritmo interessante e a atenção necessária ao seu enredo. Como escrevi várias vezes, a estrutura narrativa do Slott é boa e não cansa, equilibrando mesmo os momentos massaveio e ‘reflexão’.

O problema, como sempre, é a proposta do enredo. Neste caso, até que não foi de todo ruim, considerando toda a lama criada com o Oquinho, o troca troca ‘superior’ e sua lógica. Claramente uma edição ‘prólogo’, um meio do caminho para a história principal que virá, consegue vender seu peixe de forma satisfatória, sem grandes percalços ou emoções mais fortes. A saída ‘fácil’ com o Macabro foi uma surpresa desagradável e ainda resta dúvidas sobre o Osborn, pelo menos para mim. Enquanto não mostrar as ‘fuças’ mal desenhadas pelo Ramos, ainda fico com o pé atrás sobre realmente ser ele, afinal saídas fáceis sempre existem.

Enfim, menos uma. Faltam 4 para o retorno de quem importa, mesmo que desmemoriado temporariamente (pelo menos por enquanto). Só isso que tenho a dizer.

Nota? Só quando a Amazing Spider-Man voltar.