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Chuchus, bora saber se vale (não vale) o tempo e banda perdido para assistir a mais nova adaptação do Monstro do Pântano nas telinhas?

Má como assim, Sorg? Mais nova? Sim, coisinhas lindas. O personagem que só ficou famoso porque o Alan Moore pôs suas mãos bruxossas nele já teve outras adaptações pra TV e você pode saber sobre elas clicando AQUI.

Agora que você (não) viu o vídeo, bora falar sobre a nova série.

A série foi produzida pela DC Universe, o canal de streaming da DC (dããã) sob a batuta de James Wan (Invocação do Mal, AquaMomoa) e que tem como showrunners Gary Dauberman (It, Annabelle, A Freira) e Mark Verheiden (que tem uma caralhada de coisa no currículo, mas são todas irrelevantes perto da pérola TIMECOP – O GUARDIÃO DO TEMPO HUAIHAIUAHIUAHIHA) e estreou…. Sei lá, istrudia. Enfim, dois episódios já estão disponíveis naquele lugar mais perto de você (que pode fazer você se meter em encrenca e não, não estou falando de puteiro) e bora lá saber que passa, cabrón.

Criminosos se aproveitam da evolução da tecnologia para cometerem novos delitos e viajam no tempo. Um novo tipo de policiamento é criado para garantir que a invenção não seja usada de maneira abusiva. O policial Max Walker, que trabalha nessa divisão, descobre que o político corrupto McComb quer usar a viagem no tempo para se tornar presidente. A perseguição começa quando o senador descobre que o policial esta em seu encalço para desmascara-lo.

Sério, não tem roteiro que supere essa preciosidade.

Os episódios se passam em Marais, na Louisiana, cidade natal de Abby Arcane (a gatinha Crystal Reed) que na série televisiva é uma médica infectologista, chamada de volta quando algumas pessoas ficam inexplicavelmente doentes. A personagem obviamente volta (tipo, ela estava no Congo e de todas as pessoas no Centro de Doenças Infecciosas, tinha que ser ela, né?) e tem todo aquele lance clichê horroroso que ela saiu de lá por conta de um desastre no passado que a encheu de trauma e a fez jurar nunca mais voltar, blábláblá.

Crystal Reed interpreta Abby Arcane, a paixão arrebatadora do Monstro do Pântano (porque quem é Alec Holland na fila do pão?)

Obviamente em Marais ela topa com Alec Holland (Andy Bean) um cientista / humorista. Sim porque o personagem televisivo é daqueles smartass sacam? Língua afiada, resposta e tirada engraçadinha para tudo, anda de bermuda e chinelo no pântano porque sim…. Aí o caminho os dois se cruzam, rola uma química, eles têm em comum uma desgraça no passado (a Abby foi responsável pela morte da melhor amiga, a filha do casal Sunderland, os burgueses da Louisiana e Alec foi desacreditado como cientista porque foi pego de calça curta (hã hã) forjando resultados em suas experiências de sei lá, criação de orquídeas. No one knows, no one cares).

Andy Bean, o cientista piadista porque sim.

O negócio (falaí Frota) é que Alec foi contratado por Avery Sunderland para pesquisar sobre alguma coisa (que eu não lembro o que era, mas não importa) e tinha sido despedido, mas, vendo o caos criado pela epidemia desconhecida, acaba se envolvendo na investigação e tromba com Abby. Investiga daqui, vai dali (tudo isso apoiado nos piores clichês possíveis – já já eu falo mais) acontece o que todo mundo sabe: em uma tentativa de assassinato, Alec cai no pântano junto com alguns pOdrutos químicos e acorda todo verde boladão.

Derek Mears, um gigante pra ninguém botar defeito (1,96 de altura) veste a roupinha do abacate ambulante.

No segundo episódio Abby parte em busca do corpo do crush mesmo sendo desacreditada por Matt Cable (Henderson Wade e que na série um policial em Marais) que o engraçaralho poderia estar vivo. Enquanto isso, o abacate com pernas vaga pelo pântano sem entender o que diabos aconteceu com ele ao mesmo tempo que desenvolve (sabe-se lá porque) uma espécie de conexão psíquica / telepática com a garotinha que foi a primeira infectada na cidade. Em paralelo, Avery Sunderland segue fazendo a linha milionário gente boa pra geral mas que na real é o vilão com o armário cheio de esqueletos e segredos que podem fazer com que ele perca o império e vá preso. OOOHHHHHHHH.

Desenterraram esse caboco de Barrados no Baile. Sim, eu assistia. #MeJulguem

Então enxutos, depois dessas linhas porcamente escritas, e aí?

Amiguinhos, a série (pelo menos esses dois episódios) é fraquinha e isso é uma pena. Como disse linhas acima, ela se apoia em todos os clichês batidos possíveis: milionário vilão com interesses obscuros que posa como salvador da comunidade, protagonistas com passados manchados por alguma tragédia que se conectam: ela cética, medica e focada, ele engraçadão, meio porra louca; investigação policial que ninguém acha nada mas os zé ruelas dos protagonistas descobrem em duas cenas e por aí vai. Fora os clichês de filmes de terror (jump scare previsível, cena com musiquinha sinistra para criar clima, morto infectado por whatever que ataca os protagonistas) e segue. A lista é grande. Ah, tem uma meia dúzia de erros de continuidade gritantes que aparentam ser culpa do roteiro bundamente escrito.

Vamos colocar todos os estereótipos de cientista geek / freak excêntrico em Jason Woodrue? SURE, WHY NOT?

Na parte de produção, a série é impecável e é exatamente aquilo que queríamos ver de uma produção do Monstro do Pântano. É tudo feito com esmero e o elenco também cumpre bem a proposta com êxito, apesar das liberdades com os personagens. Apesar dos clichês fracos, a produção atinge com precisão o clima de suspense / horror que os fãs esperavam do personagem mas isso não isenta a série de apresentar uma escrita chata, feia, boba e cara de melão que presta um desfavor a tudo isso, o que é uma puta pena visto o potencial absurdo. Enfim, foda-se, a série foi cancelada e teve seus 13 episódios originais encurtados para dez. Dizem que o povo lá da Warner não sabe somar e o previsto para a produção da temporada explodiu o caixa da produtora em BH (essa referência é das antigas). O pessoal do Screen Rant, filial gringa do BdE especula o porquê do cancelamento da série em um ótimo post que você pode ler AQUI. Está na língua do bardo e eu não sou seu pai nem sua mãe pra te dar as coisas na mão. Se vira aí.

Faço filmes de terror e super heróis, não sou responsável por fazer contas e orçamentos.

Enfim, era só isso que queria dizer. Tchau.