Uma Resenha sem muitos spoilers, mas com muita informação.

Olá, Enxutos, Enxutas e Enxutetes! Todos bem? Espero que sim. Bom nesses dias tão estranhos em que vivemos, tenho procurado ver, ler e ouvir tudo o que eu posso à fim de distrair um pouco a minha mente. E foi assim que assisti Tales from the Loop (Contos do Loop em terras Tupiniquins), uma série da Amazon Prime Video. Mas que raios é esse tal de Tales from the Loop? Vamos lá:

Tales from the Loop saiu da mente criativa de Simon Stålenhag, artista, músico e designer nascido na área rural de Estocolmo, Suécia, em 1984. Inicialmente ele desenhava paisagens locais, decidindo ir aos poucos para cenários de ficção científica misturando imagens de sua infância com filmes que gostava. Posteriormente ele passou a adicionar robôs gigantes, megaestruturas abandonadas, além de itens suecos comuns, como carros Volvo e Saab as suas obras como uma maneira de chamar a atenção do público. Conforme seu trabalho foi evoluindo ele decidiu adicionar uma história de fundo as imagens, imaginando uma instalação governamental subterrânea que seria responsável pelas grandes máquinas presentes em seus desenhos, as quais se mostravam em abandono e um mistério sobre suas utilidades.

Meet the Artist Behind "Tales From the Loop" - InsideHook

Suas obras estavam disponíveis de forma gratuita na internet, até que ele decidiu lançá-las em dois livros, Tales from the Loop (2014) e Things from the Flood (2016), que abordam a construção de um acelerador de partículas supermassivo chamado Loop. Em 2018, ele lançou um terceiro livro, The Electric State, centrado em torno de uma garota e seu companheiro robótico atravessando o estado fictício de Pacifica. Este livro teve seus direitos para filme vendidos aos irmãos Russo – algo que até o momento não foi feito até onde pude verificar.

Things from the Flood are coming! - Free League Publishing

Em 3 de abril, a série de TV baseada no trabalho de Stålenhag foi lançada no Amazon Prime Video estrelando Rebecca Hall (Vicky Cristina Barcelona), Paul Schneider (Parks and Recreation) e Jonathan Pryce (Game of Thrones). A série tem oito episódios que são independentes, mas interligados. Os roteiros foram todos escritos por Nathaniel Halpern e a direção de cada capítulo foi conduzida por uma pessoa diferente (o primeiro foi dirigido por Matt Reeves e o último, ficou a cargo de Jodie Foster). Agora, sem muitos spoilers, vamos falar sobre o que eu achei da série.

Os dois primeiros capítulos são bons e nos apresentam de forma bem genérica o conceito do que é o Loop e inserem os dois dramas que terão repercussões na trama da série: viagem no tempo e uma troca de corpos entre dois amigos que acarretará trágicas consequências. São ótimos episódios.

O terceiro capítulo trata da possibilidade de parar o tempo e o quarto mostra outros aparatos tecnológicos oriundos do Loop e a relação de um menino com o seu avô. São legais, mas não tanto quanto os dois primeiros.

O quinto capítulo ainda explora a tecnologia do Loop, mostrando como um homem falho tenta proteger a sua família e lidar com os seus defeitos. Esse homem é o pai de um dos dois amigos que trocaram de corpos no segundo capítulo. Já o sexto capítulo, aborda realidades alternativas ou paralelas e o personagem central é um vigia que aparece em alguns capítulos da série. Na minha opinião, é o capitulo mais isolado e não acrescenta muito à trama central (talvez isso mude com uma eventual segunda temporada). Gostei muito desse episódio.

O sétimo capítulo conta uma história do passado e revela o primeiro experimento de tecnologia do Loop em I.A. O Oitavo e último capítulo mostra a busca de um menino por seu irmão (aquele da troca de corpos), mais viagem no tempo e a descoberta de uma I.A. mais evoluída que vivia secretamente entre eles. Há alguns poucos desfechos e muitas pontas soltas para uma eventual segunda temporada. Gostei desses dois capítulos.

Tales from the Loop é uma série interessante. Vejo nela elementos de Black Mirror, Dark e de Blade Runner. Essa primeira temporada não explica a origem do Loop e nos mostra pessoas que vivem com essa tecnologia, a usam, mas não compreendem inteiramente como ela funciona. É uma série rápida de se ver e tem elementos suficientes para te manter entretido. Assistam!

Falando do elenco, o único ator que conheço é Paul Schneider, que vi em Candle Cove, a primeira temporada de Channel Zero. Outro ponto que destaco na série, é a trilha sonora extremamente melancólica de Philip Glass e Paul Leonard-Morgan, que se integra perfeitamente à série.

Bem, Enxutada… taí essa Resenha nada Enxuta de Tales from the Loop. Alguém aí já assistiu? O que acharam? MIMIMIzem aê nos comentários!!!