Após despertarem em um mundo estranho, repleto de portais mágicos, enigmas e monstros cruéis, três adolescentes unem forças para tentar voltar para casa”.

Olá Enxutos, Enxutas e Enxutetes!  A descrição acima, é a ideia principal da série The Hollow (O Vazio em terras Tupiniquins). Imaginem se “Caverna do Dragão” se passasse em um mundo digital ao invés de mágico e que equipes de jogadores formadas por avatares virtuais competissem entre si nesse mundo pelo prêmio final: um portal que os sagraria vencedores e os levaria de volta para casa? Foi mais ou menos essa impressão que eu tive ao assistir as duas temporadas de The Hollow.

The Hollow é uma animação canadense de mistério e fantasia científica criada por Vito Viscomi para a Netflix. Ela estreou em 8 de junho de 2018 e conta até o momento com duas temporadas que foram lançadas pelo serviço de streaming aqui no Brasil sem muito alarde. Cada temporada possuí 10 capítulos de aproximadamente 24 minutos. Apesar da animação ser simples, descompromissada, divertida e voltada ao público infanto-juvenil, divertirá marmanjões (como esse que vos escreve) que se permitirem entrar no clima. Isso, por que na trama é bem construída e se vale de vastos elementos narrativos e ameaças retiradas de praticamente todos os recantos de mitologias, literatura e cinema, com direito a minotauros, árvores falantes, bruxas, criaturas de gelo e, claro, superpoderes.

A primeira temporada nos apresenta três jovens que acordam em um quarto branco, sem janelas e sem portas. Assustados, eles percebem que não se lembram de nada, não sabem se já se conheciam, não têm ideia de como foram parar ali e não recordam nem de seus próprios nomes – que mais tarde são encontrados em papeizinhos dentro de seus bolsos. Unindo forças para tentar voltar para casa, os jovens se dão conta de que estão num mundo estranho. Ali, eles possuem poderes e são obrigados a enfrentar monstros malignos, enigmas confusos e missões perigosas. Assim, sem entender nada, os protagonistas Kai, Mira e Adam começam sua jornada em busca de respostas.

Na segunda temporada, vemos Adam acordando de um sono profundo em sua cama e para surpresa de todos, voltou a um formato 2D. A princípio, ele acredita estar no jogo novamente, mas percebe que está dentro de sua casa e tudo parece normal, exceto por um pequeno detalhe: os antigos valentões de quando era criança estão exatamente iguais. Não cresceram, não ficaram mais velhos, o que leva Adam a questionar sua sanidade e se o que está vendo é verdadeiro. Eventualmente, ele cruza (CALMA, QUINTA SÉRIE!!!) com Mira e Kai, que também não entendem o que está rolando. O trio tenta descobrir o que está acontecendo e chegam à conclusão de que ainda estão dentro do jogo e desbloquearam uma suposta fase adicional que deve ser mais complicada que a original. E para dificultar ainda mais as coisas, Gustaf (o “Cara Estranho”) que serve como guia e fornece dicas para que os jogadores sigam em frente, não atende aos seus clamores e o grupo adversário não está em nenhum lugar aparente. Afinal, o que diabos está acontecendo? Só assistindo para descobrir, Enxutos!!!

The Hollow é uma animação simples, mas de boa narrativa. A variedade de cenários, referencias, personagens e situações são suficientes para tornar a série interessante. De boa? ASSISTAM!!! É rápida de se ver, e cumpre o seu papel: entreter! Até o momento em que escrevo essa resenha, não consegui informações sobre uma terceira temporada. Algum Enxuto aí já assistiu à essa bagaça? MIMIMIzem aê nos comentários!!!

Despeço-me de vocês com uma interpretação de Gustaf da música Creep do Radiohead. ENJOY!!!