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Antepenúltimo capítulo da saga comemorativa aos 50 anos dos X-Men na Resenha Enxuta : Uncanny X-Men #13 ou Battle of the Atom #8. Mortes e espadadas és o que verás ao clicar aê…

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Pois bem, caros Enxutos, fica difícil até mesmo explicar a zona temporal que é esta saga, portanto sugiro ver a resenha anterior onde tento explicar da melhor forma em que situação nos encontramos. Mas um resumão meia boca para tentar esclarecer os fatos: temos 5 grupos de X-Men. Os Originais; Os Fabulosos Lokos; Os X-Men cujo líder é o Wolverine/Kitty Pride/Ororo; X-Men do Futuro marvadões (Xorna/Grey; neto do Xavier; Fera velhaco; Ice Hulk; e o wolverinizinho azul); e os X-Men de um futuro mais adiante ainda, mas ‘bonzinhos’ (todo o resto, Wiccan, Gandalf de Gelo, Jubileu/Wolverine, etc…). O lance é que os marvadões do futuro querem levar os Originais de volta ao passado por motivos desconhecidos. Os Fabulosos, via Magia, trouxeram os X-Men do futuro mais adiante (bonzinhos), pois estes sabem que os marvadões são marvados. Daí todos os demais tentam impedir que os marvadões levem os Originais de volta ao seu lugar…

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Direto ao assunto, spoilers. A hq começa no lado de fora da Escola Jean Grey, onde o Destemido Vida Loka e os demais Fabulosos e X-Men do futuro traçam os próximos passos para invadir o local. Summers atesta que fora melhor despachar os mutunas novatos (os recrutados por ele) e o jovem Shogo para um lugar seguro, levados pelo Sentinela X. Enquanto a Jubileu/Wolverine do futuro requer uma ação direta e imediata, Scott tenta manter o foco no plano que haviam traçado, mesmo quando o Gandalf de Gelo o alerta de que estes não são mais os amigos que costumavam ser. E aí, de repente, Wicca (um descendente do Dr. Estranho?) alerta de que Psylocke e a dupla Original (Bobby e Hank) desapareceram. Ouve-se um barulho e o chão se move, pegando a todos de surpresa…

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Na cena seguinte, descobrimos fora Henry (supostamente filho de Logan com a Mística) quem sequestrara os juvenis, fazendo-se passar pela Psylocke. O azulão metamorfo passa pelo neto do Xavier informando o acontecido e ainda dá uma esculachada no bando de perdedores que Summers havia convocado. O careca, então, ordena ao ‘Ice-Hulk’ atacar o grupo dos Fabulosos. E este assim o faz, justo no momento em que os Fabulosos Lokos se recuperam….

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Enquanto o pau come solto no lado de fora, Magia usa seus poderes e se teletransporta junto com o irmão Colossus para dentro da Escola Jean Grey. Mesmo sendo cuidadosos e estarem esperando alguma resistência, acabam sendo surpreendidos por uma explosão provocada por Molly e Deadpool do futuro. Enquanto a mulher espanca o Colossus ainda caído, Deadpool se aproxima da Magia pronto para finalizá-la. Entretanto, quando estava prestes a dizer sobre algo que Illyana irá liberar de terrível no mundo, a mulher acorda e o transporta para os céus, liberando-o do alto em queda livre…

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… e volta, ainda a tempo suficiente para salvar Colossus e matar  dar uma espadada na bendita Molly com uma espadada pelas costas.

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De volta aos Fabulosos Lokos, a equipe de Ciclope acaba sendo engolida pela Krakatoa controlada mentalmente por Xavier. O careca, então, aproveita o momento para alertar o Fera velhaco sobre estar tudo sobre controle… além da baixa que tiveram com o Deadpool que acabara de cair próximo a ele.

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No laboratório, Raze (o bendito wolverininho) traz os Originais do Samba restantes. Jean os leva para o cubo temporal construído pelo Fera. Quando é chegado o momento de enviá-los de volta, MacCoy do Futuro ainda pergunta se Jean realmente quer fazer isso. Xorna faz uma despedida de sua outra eu, chegando as lágrimas, mas pede ao Fera que os mande de volta. E assim, Hank o faz… ou tenta. Magia chega no momento exato e tenta impedir a viagem temporal. Mas Jean a captura com a telecinese. Quando Illyana pergunta o que acontecera para a ruiva mudar daquela forma, Jean apenas responde que faz isso porque viu o mundo como realmente ele é e está salvando Magia e os demais com isso…

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OS acontecimentos agora são simultâneos, intercalando os quadros. Enquanto no lado de fora, os Fabulosos lutam para sair da Krakatoa, no Laboratório Jean ordena que Illyana se mate, indicando, inclusive, que a loura faria isso mesmo algum dia no futuro…

Ao lado de fora, os Fabulosos conseguem escapar no momento em que o Colossus mata dá uma espadada no neto do Xavier no style da Illyana. No Laboratório de Dexter, Magia consegue escapar, teletransportando-se deussabeparaonde.

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Fechando a Resenha. Livres de Illyana, Hank tenta mais uma vez enviar os originais para o passado. Mas falha. Algo deu errado… Para testar se o equipamento está ok, envia Raze camuflado de Scott juvenil para o passado e tudo funciona normalmente, sendo que o wolverininho atesta que vira o próprio Xavier, mas não fora visto. Assim, Fera velhaco tem uma teoria sobre os juvenis terem bagunçado tanto a linha temporal que as leis do espaço tempo não funcionam mais com eles.

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E quando a Jean pergunta o que isso significa, a hq termina assim:

Uncanny X-Men v3 013-018

A esta altura do campeonato, com tantas resenhas dos Uncanny X-Men já realizadas e apagadas pelo UOL, pouco a acrescentar ao trabalho de Chris Bachalo ao que já escrevera a respeito. Confesso que esta edição não foi das piores, parecendo que o cidadão ou teve um pouco mais de tempo ou esmero na sua elaboração. Os fãs de seu traço irão gostar. Como não sou um destes…

Em relação ao enredo, esta edição apresentou mais ação do que a última, apesar de alguns diálogos no padrão Michael Bendis de qualidade. Para o bem e para o mal. Apesar de ter uma linha um tanto complicada, a história tem algum sentido próprio quando se está a acompanhando desde o início, deixando algumas pistas/dicas sobre o futuro próximo, fato este que instiga um pouco a leitura.

Entretanto… quer dizer que os Originais não podem mais voltar no tempo por que causaram um paradoxo tal que as leis habituais ao espaço tempo não se aplicam? Por si só isso já é um paradoxo e Bendis forçou muito a mão para mantê-los nos dias atuais, mais do que o habitual. A justificativa pelo menos evita a desculpa de que alguns dos X-Men QUERIAM manter os originais no presente por… sei lá o que. Não há lógica, nem sentido para isso, MESMO NO CONTEXTO da história. Como precisava de uma desculpa qualquer para evitar esta anterior plenamente discutível… inventa outra.

Enfim, lógica e razoabilidade são coisas de velho, chato e rancoroso. Esta saga está aquém da Infinity e a Forever Evil, mas isso para um leitor mais ‘neutro’ aos X-Men.  No entanto, é uma história cheia de referências e que agradará os fãs dos mutantes…

Nota 5,0 (a desculpa foi demais, até para mim)

E non se esqueçam da enquete da semana: