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Bora conferir a resenha do segundo filme da fase 2 da Marvel Studios? (Óbvio que é uma pergunta retórica, catzo). Tem spoilers!!

Pois bem enxutos, ontem fomos eu, Sra Sorg e Sorg II conferir as aventuras da paquita marteluda no mundo dadárqui e, antes de começamos, um interlúdio: a gente tá cansando de saber mas é bom frisar: a Marvel não faz filmes para nós nerds e muito menos adapta seus personagens para as telonas com um pingo de fidelidade a não ser os nomes. Desta feita, se você conseguir ter isso como verdade na sua cabeça, você pode curtir mais os filmes do estúdio e passar menos raiva.

Pois bem, o segundo filme do deus do trovão asgardiano gira em torno de Malekith, o fiscal frustrado da (insira aqui o nome da companhia de luz e energia do seu estado). Pois, basicamente, o vilão do filme quer nada mais nada menos do que apagar a luz do universo. Só. Lembram esse texto aqui que eu fiz uma sátira sobre isso com um diálogo? Pois, na real ele é exatamente isso.

Dando um resumo na parada: Malekith é líder dos elfos negros, criaturas ancestrais que já existiam muito antes da luz. Com a chegada da mesma, os elfos negros se sentem incomodados com as pessoas bronzeadas e resolvem apagar a luz do universo. Isso causa um conflito com os asgardianos liderados por Bor (muito bem caracterizado e pessimamente interpretado), pai de Odin. Malekith tem consigo Éter, uma arma (que não passa de um troço mezzo líquido vermelho nada a ver e que foi uma puta preguiça dos roteiristas em elaborar algo um pouquinho mais concreto e interessante) feita de escuridão porém, mesmo com a tal arma, perde a batalha e quase todo seu exército. Éter é enterrado nas profundezas (porque diabos Bor não ordenou que essa merda fosse destruída?) e Malekith foge com a mulher mara… não, péra. Malekith foge com o que restou de seu exército na sua super nave tecnologicamente fodona (uma raça milenar tem uma nave a lá a Enterprise badass do segundo filme de JJ Abrams. Tá Serto) e hiberna a espera de um dia (ou noite, já que ele não gosta da luz), encontrar o Éter para enfim apagar a luz do mundo.

Milênios depois, Jane Foster encontra o Éter numa coincidência absurda e de uma forma pra lá de forçada (olha, eu tavO na minha terra e fui sugada por uma porta from hell. Agora tô num lugar estranho, com um troço vermelho esquisito que parece ameaçador e o que eu vou fazer? Colocar a mão, óbvio. Aprendi com o cientista de Prometheus) o que faz o todo poderoso Thor ir atrás dela ver se está tudo bem, blá blá blá, eu te amo, blá blá blá, tô aqui faz dois anos te esperando…

Segue o baile e vamos para as minhas considerações começando com os mamilos:

Sim, tem as partes de comédia, gags e piadinhas. Isso já virou uma espécie de marca registrada dos filmes Marvel / Disney. E sim, elas são bem mais balanceadas, com uma ou outra exceção. No geral, você tem uma cena engraçada e um longo espaço até que outra apareça, bem diferente do stand up comedy de HdF 3. As mais bobinhas ficam por conta de Darcy (Kat Dennings). No mais, não achei as outras tão “ofensivas” assim e até dentro do contexto. Incrusivis, achei genial a tirada do Loki com o Capitão América.

O elenco é bem balanceado. Anthony Hopkins é destaque absoluto e seu Odin é muito melhor do que o primeiro filme. O velhinho manda muito bem em todas as cenas que aparece e dá uma aula na cena da morte / funeral de Frigga sem dizer uma única palavra. Por sinal, a cena mais bela do filme, quiçá de todos dos heróis Marvel. Inclusive, a interação dele com Thor e Loki são as melhores do filme.

Tom Hiddleston e Chris Hemsworth são ainda melhores como Loki e Thor. Hiddleston apresenta novas nuances para o deus da trapaça e o australiano é o deus do trovão de fato. Mais maduro mais ainda teimoso e obstinado, a dupla de doises tem a melhor dinâmica do filme e, junto à Hopkins, tem as melhores falas.

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Com exceção de Christopher Eccleston que é péssimo (e ainda teve o azar de interpretar o pior vilão de todos os filme Marvel) o restante está lá pra cumprir tabela, com uma ou outra ressalva: Natalie Portman é ok, o par romântico do protagonista e, por isso teve um destaque maior; os três guerreiros (Fandral Fábio Porchat, Volstagg e Hogun) não servem pra nada, a lindíssima Lady Sif é mal aproveitada pra caralho, Algrim / Kurse é uma merda de personagem (com uma merda de caracterização / maquiagem), Kat Dennings e Stellan Skarsgard são o alívio cômico da película e Heimdall afronegão é uma merda de porteiro.

Asgard é muito melhor desenvolvida nesse filme (e graças a Odin a maior parte da história não é em Midgard) mas os roteiristas ficaram meio perdidos na caracterização dos asgardianos e do elfos negros. Pombas, tem uma hora do filme que a coisa toda vira Star Wars, com tiros lasers, perseguições em alta velocidade com naves, etc. A tecnologia dos elfos negros não condiz com o status de seres mais antigos que o universo, a espada de Heimdall na realidade é só uma chave e os asgardianos tem campo de força e canhões lasers?

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Fora que o filme se permite muitas liberdades. Tipo, muitas mesmo. Então a convergência dos 9 mundos vai ser ali na esquina? Aham. Então aquelas traquitanas nonsense at all da Jane Foster funcionam que é uma beleza? Aham. E, o que me fez ficar puto da cara: onde diabos a Jane Foster estava guardando a porra do celular o maldito tempo todo???? (eu sei, no mesmo lugar que o bat-escudo fica). C-A-R-A-L-H-O, aquela cena do celular é de matar o cabloco de raiva.

Maaaaaaaaaaaaaaaaaas, lembram do que disse no começo do texto? Então, a Marvel faz filmes para a família e pro grande público em geral que não faz a menor ideia de quem seja Stalálá, Olivier Coipel e muito menos Walter Simonson. E, na boa, eles não estão errados.

No geral (e e reforçando o que disse antes) Thor – Mundo Sombrio é um filme legal. Padrão Marvel mas bem superior ao 1º e infinitamente melhor do que HdF 3. É como o Ckreed disse outro dia desses: é parar de buscar verossimilhança com os quadrinhos além do nome dos personagens e deixar se levar pela proposta do estúdio.

E, gostemos ou não, esses filmes estão criando uma nova geração de nerds. Meu filho se amarrou no filme, já pediu para colocarmos um poster do Thor no quarto dele e, mais hora menos hora, jogo na mão do guri um encadernado do Walter Simonson.

Nota 7

Ah, Thor perde a mão e Loki morre. Mas é apenas uma

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