Por que tão…? Ops!

E saiu o último trailer do filme do Coringa. Vejam:

Este filme tem dividido opiniões no Baile. Bom… Quando eu digo “dividindo” quero dizer que sou eu – e apenas eu – contra a opinião de todo mundo… pelo menos, aparentemente. Entendam, não tenho a menor dúvida de que o filme será muito bem produzido, a direção será competente e, claro, Joaquin Phoenix deverá dar um banho de interpretação, sendo páreo duro para Taron Egerton (o Elton John de Rocketman) no Oscar do ano que vem. 

Phoenix interpreta Arthur Fleck, um sujeito que vive com uma mãe doente e tenta carreira de comediante, mas tem um sério problema: ele começa a rir descontroladamente sempre que fica nervoso.

Mas eu tenho andado cabreiro porque sinto um ar de Logan, o último filme de Hugh Jackman como Wolverine, no ar. Bom filme, mas em que não consegui ver o velho carcaju dos quadrinhos na tela, coisa que até nos dois projetos anteriores eu vislumbrei. A sensação é de que não será um filme do Coringa dos quadrinhos, mas algo diferente, que até pode não estar diretamente relacionado ao Bat-Universo, apesar de, segundo consta, a trama se passar em Gotham e termos não apenas o Thomas Wayne (Brett Cullen), como Alfred e um Bruce criança na tela. 

Vazamentos dão conta de que Thomas Wayne será candidato a prefeito de Gotham e deverá morrer durante o filme, embora não se saiba se será o próprio Coringa quem executará o bilionário, indiretamente criando o Batman.

O próprio diretor Todd Phillips me deixou de barbas de molho ao declarar que este não será um filme do Coringa, mas um filme de um cara “virando” o Coringa. Isso casa um pouco com um boato que li no Twitter ainda no começo das especulações sobre a produção, de que o filme na verdade era a história de um cara que pensa ser o Coringa… 

Arthur deve surtar de vez ao matar a própria mãe. Assim, ao contrário do que se especulou no ano passado, o filme terá pouco, quase nada, de A Piada Mortal, a hq escrita por Alan Moore em que há uma “origem” para o Coringa.

Por último, eu fico meio desiludido com a falta de um norte na Warner para os filmes baseados em quadrinhos. Acho que a verdadeira fórmula do sucesso da Marvel é manter tudo o máximo possível dentro do mesmo universo, com um filme instigando o telespectador a ver o próximo, seja de que personagem for (ainda que a própria Casa das Ideias depois “esqueça” elementos ou mesmo o filme inteiro, como o terceiro – e horrível! – filme do Homem de Ferro). Já a DC atira para todos os lados, levando para a tela do cinema o triste e confuso Multiverso que, infelizmente, Grant Morrison e companhia conseguiram trazer de volta para as revistas. Se leitor de hq das antigas às vezes demora pra entender estas coisas, imagina o público que só vai ao cinema… 

O filme aparentemente se passa nos anos 80. Martin Scorsese e Bradley Cooper estão entre os produtores.

Mas tudo isso é mimimi de nerd velho. Como me disse o Inferno, com sua peculiar educação – “existem um monte de versões do Coringa nos quadrinhos, Jotinha.” Claro que eu preferiria que fosse algo dentro de um universo coeso e utilizando a versão que eu gosto – e que é a consagrada, diga-se de passagem – do personagem, em que ele sequer tem um passado conhecido. Mas torço pra que todo mundo envolvido consiga fugir da tentação de fazer deste um “filme de arte” e entregar algo realmente bom. Algo digno do  Dadá Príncipe Palhaço do Crime.

É o que veremos em outubro!

NÃO CORRE, DADÁ!