Nem sei mais se é trailer ou teaser ou pré-teaser

O fim de semana foi rico de trailers dos novos filmes de super-herói que vem por aí. Temos o clima infantil de Shazam!, o filme do Capitão Marvel que vale, o roteiro direto do Aquaman porradeiro (Jason Momoa) e o clima pesado do plágio de Legião projeto que, de uma única tacada, é a continuação de Fragmentado (Split, 2016) e do cultuado Corpo Fechado (Unbreakable, 2000)!

Glass estreará em 18 de janeiro de 2019 e já está movimentando a comunidade nerd, que há muito tempo esperava ver o ator Bruce Willis mais uma vez encarnando o (quase) indestrutível David Dunn. Este é um daqueles filmes onde ou o diretor acerta em cheio ou erra feio. O que, aliás, tem sido típico no caso do M. Night Shyamalan. Vamos torcer.

Shazam!, que chegará aos cinemas em 5 de abril de 2019, foge da visão adotada por autores como Frank Miller e Alan Moore, que consideravam que o Capitão Marvel e Billy Batson seriam duas entidades separadas que alternam planos de existência. Aqui temos uma volta às origens, com um garoto que ganha não apenas super-poderes, mas a aparência de um adulto (Zachary Levi). O tom parece ser mais de acordo com o que o personagem era nos primórdios, fugindo da reinvenção dada a ele nos Velhos 52 pelo péssimo Geoff Johns! Haverá quem pergunte “Onde está a sabedoria de Salomão?”. Bom, deve ter ido pro mesmo lugar onde a Sony e a Marvel colocaram o sentido de aranha! Mas vendo o trailer, não posso deixar de temer que o filme termine alvo de alguma forma de patrulhamento por parte de pessoas desequilibradas que talvez enxerguem algo de errado no fato do herói em corpo de adulto ficar o tempo todo andando ao lado de um garoto…

Aquaman estará nos cinemas em 14 de dezembro próximo. Parece ser um filme honesto, sem firulas, com um roteiro de origem básico (tipo Marvel, saca?). Apesar de algumas pessoas reclamarem, creio que era justamente isto que a Warner deveria fazer no momento, principalmente depois do terrível Liga da Justiça (Justice League, 2017). Bom, não custa acreditar, né?